Justiça extingue a pena do ex-goleiro Bruno pelo sequestro de Eliza Samudio

Ex-atleta do Flamengo fora condenado a quatro anos e seis meses de prisão pela Justiça do Rio por crime cometido em 2009.

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

AE
Ex-goleiro Bruno em audiência em Minas Gerais

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro extinguiu a pena que o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza cumpria pelo sequestro e lesão corporal contra Eliza Samudio, ocorrido em outubro de 2009.

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Segundo o TJ-RJ, Bruno fora condenado a quatro anos e seis meses pelo crime. Já seu amigo, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pegou três anos.

Após o recurso da defesa de ambos, a Câmara Criminal decidiu reduzir as penas para um ano e nove meses no caso de Bruno e um ano e dois meses para Macarrão.

Saiba quem é quem no desaparecimento de Eliza Samudio

Como os dois estão presos há mais tempo acusados do desaparecimento de Eliza, os desembargadores entenderam que as penas deverão ser extintas. 

Na denúncia feita pelo Ministério Público, Bruno e Macarrão foram acusados de sequestrar Eliza , que estava grávida do então goleiro do Flamengo, e tentaram forçá-la a abortar.

Desaparecimento

Bruno responde a um processo na Justiça de Minas Gerais pelo desaparecimento e possível morte de Eliza.

 A jovem desapareceu no dia 4 de junho de 2010, quando deixou um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde estava hospedada, e foi para o sítio do atleta, no município de Esmeraldas, em MG. Eliza viajou para o local com o filho de quatro meses, fruto da relação com Bruno. O jogador, no entanto, não concordava em assumir a paternidade da criança.

Segundo amigos da jovem, Eliza teria ido ao sítio do atleta para tentar chegar a um acordo sobre a briga na Justiça a respeito do reconhecimento do filho. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias de que a mulher havia sido espancada e morta no local. A informação anônima dizia ainda que o bebê de quatro meses estava na propriedade.

Baseado na denúncia, a polícia foi ao local, mas não encontrou a criança. Um funcionário do imóvel, conhecido como Coxinha, confessou ter recebido a criança da mulher de Bruno na margem da rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassado a uma terceira pessoa. No dia 26 de junho, o bebê foi encontrado com uma mulher na periferia de Contagem e entregue aos pais da vítima. O corpo de Eliza nunca foi localizado.

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