Em carta, goleiro Bruno diz ser inocente e afirma que “Bruninho tem sim um pai”

Correspondência é o primeiro comunicado em dois anos de prisão; acusado diz que nunca desejou, ordenou ou determinou o desaparecimento de Eliza Samudio

iG São Paulo | - Atualizada às

O goleiro Bruno Fernandes, preso há dois anos pelo acusado pelo desaparecimento de Eliza Samudio, fez nesta quinta-feira seu primeiro comunicado direto à imprensa. Em carta, o jogador declarou que é inocente e que seu “erro foi ter confiado em algumas pessoas”. O goleiro afirma que pretende cuidar do filho que teve com a modelo. “Bruninho tem sim um pai”, escreveu.

Saiba mais: Caso Eliza completa dois anos sem previsão de julgamento

A carta foi enviada ao apresentador do programa TV Verdade, da TV Alterosa, de Minas Gerias. A correspondência foi entregue pelo advogado do goleiro, Rui Pimenta. Na carta, Bruno reafirma que não tem nenhuma relação com o desaparecimento da modelo. “Nunca desejei, ordenei ou determinei, a quem quer que seja, o desaparecimento de Eliza Samudio".

AE
Goleiro Bruno teria escrito carta pedindo a Macarrão que assumisse toda a culpa do assassinato

No sábado (7), a revista Veja publicou carta em que o goleiro pediria a Luiz Henrique Romão, o Macarrão, que assumisse a culpa pelo sumiço de Eliza Samudio . Macarrão, um dos acusados pelo crime, também está preso. Na carta, que segundo a revista teve a grafia de Bruno comprovada por dois peritos, ele afirma que consultara seus advogados e que era melhor que Macarrão usasse o "plano B". Segundo a publicação, este plano seria justamente Macarrão assumir toda a culpa pela morte de Eliza.

"Eu sinceramente nunca pediria isso para você, mas hoje não temos que pensar em nós somente. Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças", acrescenta. "Você me disse que se precisasse você ficaria aqui e que para eu nunca te abandonar. Então, irmão, chegou a hora."

Entenda o caso

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes é acusado de ter mandado matar em junho de 2010 Eliza Samudio, com quem teve um filho em uma relação extraconjugal. Para a polícia, o crime foi cometido porque o jogador não queria reconhecer a paternidade da criança. Bruno e outros quatro acusados irão a júri popular, ainda sem data marcada. Ele está preso na penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), e diz ser inocente.

Saiba tudo sobre o caso Bruno

Veja em imagens como ocorreu o crime, segundo a polícia

Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010, quando deixou um hotel no Rio de Janeiro e foi ao sítio do atleta, em Esmeraldas (MG). Ela viajou com o filho, Bruno, então com quatro meses. O jogador, à época, não concordava em assumir a paternidade da criança. Segundo amigos da jovem, Eliza teria ido ao sítio em busca de acordo sobre o reconhecimento do filho.

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