Gloria Estefan pede reconhecimento ao trabalhador imigrante nos EUA

Los Angeles (EUA), 1º mai (EFE).- A cantora Gloria Estefan e seu marido, o produtor musical Emilio Estefan, compareceram hoje em Los Angeles a uma grande manifestação para pedir o reconhecimento do trabalho do imigrante nos Estados Unidos.

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Los Angeles (EUA), 1º mai (EFE).- A cantora Gloria Estefan e seu marido, o produtor musical Emilio Estefan, compareceram hoje em Los Angeles a uma grande manifestação para pedir o reconhecimento do trabalho do imigrante nos Estados Unidos. O casal, que é cubano, aproveitou para mostrar sua rejeição contra a polêmica lei do estado americano do Arizona que transforma imigrantes ilegais em criminosos e para reivindicar uma reforma migratória nos EUA. "Viemos refugiados para este país que nos deu muitas oportunidades", disse Gloria sobre um palco improvisado em uma caminhonete diante de milhares de pessoas. "Nos unimos a vocês hoje para que saibam que os imigrantes são honestos, trabalhadores, sempre respeitando as leis. Se todos olharem para trás, todos são imigrantes neste país", acrescentou a cantora. "Não queremos unir as palavras 'imigrante' e 'criminoso'", afirmou. Emilio Estefan, por sua vez, afirmou que a lei que criminaliza a imigração ilegal no Arizona "apertou um botão que vai trazer mais do que nunca a união dos hispânicos". Também presente ao ato, o arcebispo de Los Angeles, Roger Mahony, assegurou que o sistema atual "manda as pessoas para as mãos dos coiotes e da morte". A reforma migratória que permite uma regularização dos imigrantes e suas famílias residentes nos EUA protagonizou a manifestação, onde houve muitas menções ao endurecimento da legislação no Arizona. Cartazes como "Acabe com o Apartheid do Arizona" ou "Detenha a (lei) SB1070 no Arizona" foram erguidos junto a outros que reivindicavam um tratamento justo à comunidade migrante. "Não sou um terrorista, trabalho para sustentar a minha família", dizia um dos cartazes em Los Angeles. "A lei do Arizona que foi aprovada é uma motivação a mais para pressionar o Governo, porque demonstra que os extremistas tomam controle do que deve ser uma solução humana e razoável", declarou à Agência Efe a secretária-geral da Federação de Sindicatos de Los Angeles, María Elena Durazo. A expectativa era de que 100 mil pessoas tomariam o centro de Los Angeles, mas as autoridades asseguraram posteriormente que o número de participantes foi sensivelmente inferior ao esperado, apesar de não divulgarem nenhum número oficial. EFE fmx/bba

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