Gerente preso pela PF apoia sobrinho de Maguito

José Aparecido da Silva é acusado de participar de esquema de fraudes milionárias no INSS. Outros 13 foram presos

Rodrigo Viana, iG Goiânia |

A Operação Guia da Polícia Federal (PF) prendeu nesta manhã o gerente-executivo do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) José Aparecido da Silva, sob acusação de participar em suposto esquema de corrupção no órgão.

Avaliação preliminar da PF aponta que o montante das fraudes pode somar R$ 3,3 milhões.

Gerente-executivo do INSS em Goiás, José Aparecido apoia a campanha à reeleição do deputado federal Leandro Vilela (PMDB), pela mesma coligação de Iris Rezende, candidato ao governo de Goiás.

Leandro é sobrinho do ex-governador Maguito Vilela, atual prefeito de Aparecida de Goiânia.

Além de José Aparecido, foram presos cinco servidores da Previdência Social, um servidor da Receita Federal, um contador e seis intermediadores de benefícios previdenciários.

Ao todo, são 11 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.

Também serão cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias.

O grupo aliciava servidores do INSS para facilitarem concessões de auxílio-doença e aposentadoria e criava vínculos empregatícios falsos.

Foram identificados 150 benefícios previdenciários num montante estimado de R$ 3,3 milhões.

Leandro Vilela, sobrinho do ex-governador e atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, confirmou a ligação com José Aparecido, mas disse que o gerente executivo é “apenas um apoiador” e que não trabalha em sua campanha.

“Ele pede votos para mim desde 2006, mas não trabalha no comitê porque tem um cargo no INSS. Mas ele me apóia como outros muitos me apoiam”, declarou.

Por meio de assessoria, Iris Rezende falou que não se pronunciaria sobre o caso já que não tem ligação com José Aparecido.

Em 2004, José Aparecido foi indicado ao cargo de gerente executivo do INSS pelo PMDB regional.

A operação é resultado do trabalho da Força-Tarefa Previdenciária no Estado de Goiás, composta pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal.

O nome “GUIA” é uma alusão ao tipo de fraude detectada no início das investigações, a inserção de vínculos empregatícios fraudulentos por meio de transmissão de dados pela internet.

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