Biobank: estrutura enxuta e logística suíça

Máquinas são usadas em quase todo o processo, da análise à armazenagem

Leoleli Camargo, enviada a Manchester |

Não fosse pelos dois gigantescos tanques de 15 mil litros – onde se pode ler “nitrogênio líquido” – localizados ao lado da modesta estrutura, o centro de processamento de amostras do Biobank , banco de DNA britânico, poderia muito bem passar batido aos olhos de quem passa pelo local.

Erguida na pequena cidade de Stockport, localizada nos arredores de Manchester, a modesta estrutura foi montada em poucos meses e armazenará metade das amostras processadas para o projeto.

null“A outra metade está guardada em outro freezer gigante, 40 quilômetros distante daqui. É uma medida de segurança contra eventuais catástrofes naturais ou atos terroristas”, informa Paul Downey, o administrador responsável pela base de Manchester.

Ali, todas as manhãs, dezenas de caminhonetes desembarcam nas docas de armazenagem centenas de caixas cuidadosamente acondicionadas para manter a integridade das amostras coletadas no dia anterior nos 22 centros de recrutamento espalhados pelo Reino Unido.

Uma vez abertas e separadas pela equipe de processamento as amostras seguem numa espécie de linha de montagem com precisão suíça, onde todo o trabalho é mecanizado, feito por imponentes braços robóticos projetados especialmente para o projeto.

Depois de armazenadas as amostras o projeto fica em compasso de espera. O passo seguinte é ligar todas as amostras aos registros médicos de seus doadores para descobrir, ao longo dos anos, quais doenças elas desenvolvem e como se dá esse processo.

“Se, ao final de uma década, 10 mil participantes tiverem câncer de mama, poderemos comparar as amostras de DNA dessas mulheres com as de outras 10 mil que não tiveram a doença. A comparação poderá mostrar quais variantes genéticas existem entre os dois grupos e também quais são as diferenças entre eles no que diz respeito a hábitos de vida” esclarece o cientista-chefe do projeto, Rory Collins.

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