Gastos de Wilson Santos serão monitorados pelo TRE-MT

Motivo é a disparidade entre os valores de doação estimados e declarados por candidato tucano para o pleito

Kelly Martins, iG Cuiabá |

A disparidade entre os valores de doação estimados (R$ 18 milhões) e os declarados (R$ 25 mil) pelo candidato Wilson Santos (PSDB) não é motivo para que seja aberta, a princípio, uma investigação contra ele pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MT).

A avaliação é da chefe de análise e auditoria das contas partidárias do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Marly Osorski, para quem as prestações de contas dos candidatos servirão como subsídio para a declaração final.

Wilson Santos declarou à Justiça Eleitoral ter recebido apenas uma doação de R$ 25 mil do seu comitê, ou seja, 0,001% do total esperado, que é de R$ 18 milhões.

Segundo Marly, os números apresentados estão sob análise e vão determinar se o parecer técnico será pela aprovação ou impugnação da candidatura.

“Os partidos têm a liberdade de prever o valor que espera arrecadar durante a campanha. Mas, o dinheiro está sendo fiscalizado tanto pelo TRE como pelos adversários”, explicou.

A chefe da auditoria do TRE-MT assinalou, ainda, que os candidatos podem ingressar com representações a qualquer momento, caso analisem que há divergências no que foi declarado.

Na segunda parcial obrigatória entregue pelo tucano, ele assegura que o valor foi usado em despesas com santinhos, viagens, programas eleitorais e reuniões políticas.

Santos teria gasto ainda R$ 17,8 mil com despesas de pessoal para o pagamento, por exemplo, de cabos eleitorais, e R$ 310 com despesas diversas, totalizando gastos de R$ 18,1 mil.

Wilson Santos confirma a crise financeira que assola o PSDB em Mato Grosso.

"Sempre admitimos as dificuldades financeiras. Mas, não paramos. O PSDB nacional se comprometeu em oferecer estruturas à campanha e não será diferente".

O PSDB, no entanto, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter arrecadado R$ 1,537 milhão em doações e despesas de R$ 1,332 milhão. Do montante arrecadado pela sigla, a maior fatia – R$ 825 mil - foi doada por empresas.

Outros R$ 500 mil foram disponibilizados pelo fundo partidário, R$ 184.3 mil de pessoas físicas e R$ 28 mil de outros candidatos ou comitês.

Mauro Mendes (PSB) e o governador Silval Barbosa (PMDB) declararam a arrecadação de R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, respectivamente.

As despesas do peemedebista já somam R$ 2 milhões, ao passo que o socialista quase atinge R$ 3 milhões, a maior parte no setor de marketing.

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