Pivô de discussão entre governador e adversário em debate, deputado do PSOL critica política de segurança de Cabral

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI das Milícias, negou ter visitado o governador Sérgio Cabral (PMDB) em seu gabinete para elogiá-lo pelo combate aos grupos paramilitares no Rio de Janeiro.

Durante o debate desta quinta-feira (16), promovido pela 'RedeTV!’ em parceria com o jornal 'Folha de S. Paulo', o peemedebista disse que o parlamentar foi ao Palácio Guanabara para "elogiá-lo”. “Isso é mentira”, afirmou o deputado do PSOL.

No entanto, ele não negou o encontro, e se justificou mostrando o bilhete que encaminhou ao candidato do PSOL ao governo do Estado, Jefferson Moura, durante o debate. “Claro que não fui visitá-lo ( Cabral ), fui entregar o relatório da CPI e cobrar o cumprimento das 58 propostas do próprio relatório”, dizia o texto.

“Como deputado e presidente da CPI entreguei uma cópia a todas as autoridades que deveriam
fazer alguma coisa para enfrentar as milícias”, disse. “Não fiz uma visita para elogiá-lo. Eu só visito quem eu gosto”, resumiu o deputado. Freixo foi o autor da comissão criada para investigar a atuação das milícias no Estado.


O deputado falou com a imprensa depois do debate e aproveitou para criticar a política de segurança do governador contra os milicianos. “No primeiro ano do governo Cabral, apenas 24 milicianos foram presos. A partir da CPI ( 2008 ), houve uma mudança concreta. Em 2009, 275 foram presos”, argumentou. “O que mudou a estrutura foi a CPI e não o governo Cabral”.

Adversários miram em propaganda do governo; Cabral rebate


Ao final do debate, os três adversários de Cabral presentes no encontro - Fernando Gabeira (PV), Fernando Peregrino (PR) e Jefferson Moura (PSOL) - criticaram a propaganda do atual governo. Cabral, que tenta a reeleição, se defendeu dizendo que os ataques "fazem parte do jogo democrático”.


O verde voltou a classificar a candidatura de Cabral de “tabajara, seus problemas estão resolvidos” e disse que “não só a propaganda não corresponde com a realidade, mas as promessas também não”.


Peregrino chamou o governador de “santo de pés de barro” e disse que Cabral tenta passar uma imagem da situação da segurança no Estado que não condiz com a realidade. “Arrastão em bairro da zona sul em plena luz do dia. Isso não é paz”, afirmou. Já Jefferson Moura acusou o governador de “propaganda enganosa” e de não responder a perguntas sobre seu governo.


Com 57% das intenções de voto, Cabral demonstrou tranquilidade, e disse que “o povo está respondendo nas pesquisas”.

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