Forças Federais no Tocantins

Polícia Federal e PMs vão monitorar eleições no Estado, líder nas estatísticas de crimes eleitorais

Gilson Cavalcante, iG Tocantins |

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) acolheu pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e deferiu por unanimidade o pedido de requisição de Força Federal para atuar nos seis municípios com mais de 20.000 eleitores. Tocantins aparece em primeiro lugar no ranking de indiciamentos por crimes eleitorais.

A decisão foi anunciada ontem à noite. De acordo com o procurador regional eleitoral, João Gabriel Morais de Queiroz, o objetivo da presença de Forças Federais no Estado é “garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e da apuração dos resultados”.

Em seu requerimento, a PRE-TO ressaltou a participação do secretário de Segurança Pública, Geraldo Donizete, e do comandante-geral da Polícia Militar do Estado (PM) Benvindo de Souza Sobrinho, em ato público favorável à candidatura do governador e candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB).

Agressão

Na ocasião, conforme vídeo divulgado pela coligação “Tocantins Levado a Sério,” pela qual Siqueira Campos (PSDB) disputa o governo com Gaguim, o secretário de Segurança Pública tentou agredir o motorista de um veículo adesivado com propaganda do tucano, “valendo-se, para tanto, de uma bandeira contendo propaganda eleitoral”.

O procurador eleitoral João Gabriel comentou o fato: “Ainda que a participação direta do secretário de Segurança Pública e do comandante-geral da PM em ato de campanha eleitoral não configure conduta vedada pela Lei, é evidente que retira a isenção e a imparcialidade dessas autoridades para comandar os policiais que farão a segurança das eleições”.

No parecer apresentado aos juizes do TRE, também foi ressaltado que em levantamento realizado pela Polícia Federal (PF) entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tocantins aparece em primeiro lugar no ranking de indiciamentos por crimes eleitorais. Para o procurador regional eleitoral, “este fato ganha ainda mais relevo se tomado proporcionalmente à quantidade de eleitores ou de habitantes do Estado”.

Em seu voto, o desembargador Moura Filho, presidente do TRE ressaltou que a força militar irá atuar sem prejuízo da ação da Polícia Federal. “A atuação dos militares também irá complementar a Força Estadual, composta pelas polícias Civil e Militar, complementando o seu trabalho e não o substituindo”, afirmou Moura Filho.

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