Tudo azul para os organizadores da Flip

Responsáveis pelo evento não veem falhas e consideram a festa um sucesso

Marco Tomazzoni, enviado a Paraty |

Frâncio de Holanda
Flávio Moura, diretor de programação da Flip
Na coletiva de encerramento da Festa Literária de Paraty, na tarde de domingo, o diretor de programação do evento, Flávio Moura, não viu falhas e disse que, nesse aspecto, a Flip foi um sucesso. “A programação superou todas as expectativas. A homenagem a um não-ficcionista, que poderia ter ido para lados áridos, teve um resultado incrível, mesmo apostando na densidade.”

Moura garantiu que Lou Reed, no fim das contas, não fez falta, destacou as participações de Ferreira Gullar e Isabel Allende, entre outros autores, e afirmou que só o fato de Robert Crumb ter vindo é uma vitória. “Foi um desafio muito grande aproximar do público uma lenda viva dos quadrinhos, a maior que se poderia trazer desse mundo.”

O diretor-geral da festa e presidente da Associação Casa Azul, Mauro Munhoz, revelou que o orçamento para este ano foi de R$ 5,1 milhões (R$ 1,7 milhão do governo do Rio, incluindo renúncia fiscal) e confirmou a impressão geral de que o público diminuiu nesta edição: entre 15 e 20 mil pessoas passaram pela cidade, contra mais de 20 mil em 2009.

O motivo principal seria a mudança, devido à Copa, de julho para agosto. “Até é positivo, porque achamos que é muita gente em Paraty. Ano que vem acontece em julho de novo, mas se ficar muito cheio, talvez mudemos no futuro para o final de junho.”

Com relação à diversidade da programação, característica notória nos últimos anos e evidente na aposta em quadrinhos e na sociologia, a ideia é de continuidade, mas sem uma linha pré-definida. “Cada ano pode ser feito de um jeito diferente”, sustentou a presidente do conselho diretor da Flip, a editora britânica Liz Calder.

“A natureza da programação vem dos autores convidados e da temática das mesas. Depende de quem pode vir e dos livros que serão lançados naquele ano.” Calder ainda lembrou a importância crescente da Flip no mundo editorial, graças à participação de autores estrangeiros, e do papel que o evento tem na divulgação da literatura brasileira no exterior. “O impacto é considerável e deve se tornar mais influente nos próximos anos.”

Veja abaixo um vídeo sobre o término do evento:

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