Salman Rushdie e Fernando Henrique Cardoso discutem Maquiavel

Ideias de Nicolau Maquiavel foram debatidas num rápido encontro em Paraty

Cadão Volpato, enviado a Paraty |

Frâncio de Holanda
Salman Rushdie e Fernando Henrique Cardoso
Salman Rushdie e Fernando Henrique Cardoso se encontraram começo da tarde desta quinta-feira num evento exclusivo para cerca de cem convidados na sede provisória da Penguin-Companhia das Letras em Paraty. Eles dialogaram sobre um dos lançamentos da parceria, o clássico O Príncipe , de Maquiavel. A mediação coube a Lilian Schwarcz.

O Príncipe é o livro favorito de Rushdie e FHC. Maquiavel, segundo Cardoso, foi “um homem político prático”. “Ele mostrou como a política afeta o mundo, numa época em que a ideia de Estado estava apenas começando”.

Rushdie afirmou que Maquiavel foi entendido de forma errada pela História. “Ele observa a natureza do poder de um jeito desencantado”. Em seu livro “A Feiticeira de Florença”, o autor britânico escreveu sobre a cidade dos Medici no tempo de Maquiavel.

“Os italianos aprendem sobre a Renascença como um período idealizado”, disse ele. “Eu apresentei os renascentistas como homens”. “Sim”, acrescentou o ex-presidente, “Você transformou Maquiavel em uma pessoa de carne e osso”.

Foram 45 minutos de uma conversa civilizada, transcorrida em inglês, que o ex-presidente utiliza com fluência, pecando um pouco na pronúncia.

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