Na Flip, literatura fica à frente no placar contra a seleção brasileira

Escritor húngaro desmarcou compromissos para acompanhar jogo

Valmir Moratelli, enviado especial a Paraty |

Beto Lima
Bares vazios durante o jogo do Brasil
Jogo da seleção brasileira é sempre um bom motivo para que se pare o que está fazendo e corra para a frente da TV, certo? Errado. Ao menos para quem está em Paraty neste final de semana, acompanhando a Festa Literária Internacional . Os "flipeiros", como são informalmente chamados os que acompanham tudo do evento, ignoraram a partida.

Beto Lima
Jogo? Que jogo? "Flipeiros" preferiram a agitação da Flip
Enquanto os jogadores de Mano Menezes entram em campo pelo segundo jogo da Copa América, contra o Paraguai, na tarde desse sábado, 9, a maioria dos presentes circula pelo centro histórico ou acompanha os debates da programação oficial.

Ruas cheias, bares vazios

Vários bares providenciaram televisores para atrair mais público. A falta de interesse pelo futebol, porém, pegou de surpresa os proprietários. No Paraty 33, por exemplo, localizado no centro histórico da cidade, bem no coração da Flip, a maioria das mesas permaneceu desocupada durante todo o primeiro tempo da partida.

No Café Paraty, também na mesma rua, somente duas das dez mesas estavam com clientes. Durante o jogo, acontecia o debate de João Ubaldo Ribeiro, com todos os três mil lugares da tenda dos autores ocupados. Na tenda do telão, opção a quem não consegue ingresso para o local principal, ocupação máxima também registrada.

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Torcida Húngara

Ao menos um ilustre torcedor vibrou com os lances do jogo. O húngaro Peter Esterházy pediu para que sua assessoria não marcasse nenhuma entrevista durante a partida. Ele é fanático pela seleção brasileira. Esterházy assistiu ao jogo no quarto do hotel.

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