A literatura procura seu espaço

Caryl Phillips e Kamila Shamsie discutem o papel da ficção nos dias atuais

Estevão Azevedo, especial para o iG São Paulo |

Divulgação/Walter Craveiro
Os autores Caryl Phillips e Kamila Shamsie durante a mesa "Ficções da diáspora"
“Quem é que liga para o que pensa um escritor na sociedade americana?“. A dúvida de Caryl Phillips, escritor de São Cristóvão, no Caribe, que vive nos EUA, ecoou durante boa parte de sua conversa com Kamila Shamsie, romancista paquistanesa. Em um tempo em que a relevância da literatura na sociedade angustia também leitores, críticos e escritores brasileiros, a mesa “Ficções da diáspora” serviu para inserir com força total a discussão na Flip 2011 .

“Liberdade”, romance do americano Jonathan Franzen, recém-publicado no Brasil, pode ser uma resposta à indagação de Phillips. Como nos EUA, o livro de Franzen acendeu no Brasil a esperança do ressurgimento do “grande romance”, aquele capaz de protagonizar os debates nacionais.

Outro ingrediente dessa discussão mais ampla também fez parte da mesa que reuniu Phillips e Kamila: a tendência a colocar sob os holofotes os autores, muito mais do que suas obras. Suas trajetórias – do Paquistão para a Inglaterra, no caso dela, e do Caribe para Inglaterra, e em seguida para os EUA, no caso dele – e os grandes eventos mundiais que cercam esses países estiveram mais em pauta que os livros.

Um mérito da conversa foi aliar todas essas questões atuais com boas doses de profundidade e bom-humor, especialmente nas tiradas de Caryl.

Kamila tem um único romance publicado no Brasil, “Sombras marcadas”, pela Alfaguara. Phillips lança na Flip 2011 o romance “A travessia do rio”, pela Record. Além desse, já ganharam edições brasileiras os romances “Dançando no escuro” e “Uma margem distante”.

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