Por causa da Flip, peixe e cachaça têm preços inflacionados em Paraty

Ingressos esgotados, filas nos restaurantes: evento segue até domingo com programação intensa

Valmir Moratelli enviado a Paraty | - Atualizada às

As ruas do centro histórico estão lotadas. A Flip entra em seus dias finais com previsão de lotação máxima em Paraty. Até domingo (8), devem circular pela cidade mais de 30 mil pessoas, segundo os organizadores da Festa Literária Internacional.

Isso implica em uma série de problemas que vão se acentuando desde o começo do evento, na quarta-feira (4). Já não é possível encontrar vaga em hotéis na cidade. A capacidade chegou próxima a 100%. Os mais afastados, no distrito de Trindade e no município de Angra dos Reis, aproveitam a alta procura para cobrar preços muito acima do normal. "Só consegui ficar hospedada em Trindade. A diária está a R$ 350, sendo que o quarto não tem nem televisão”, reclama a paulista Antonia Freitas, que veio à Flip com as duas filhas.

Na hora de comer, mais problemas. Os restaurantes de Paraty cobram preços bastante salgados. Um prato de peixe com molho de camarão, típico da região, por exemplo, não sai por menos de R$ 35. Isso se o cliente der sorte de conseguir mesa disponível. As filas de espera são intermináveis.

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Há filas também para retirar ingressos comprados previamente pela internet. Como já não há mais tickets à venda, existe uma última esperança para quem deseja ver seus autores preferidos de perto. Na bilheteria da Tenda dos Autores, a principal, meia hora antes de cada debate, a organização faz uma venda de ingressos de desistentes ou de quem não foi buscá-los a tempo. Mas é preciso chegar cedo, porque a fila se forma quase duas horas antes de abrir o local.

Gabriela superfaturada

O alto preço dos lanches oferecidos nas tendas próximas ao debate também irrita os frequentadores. Um copo de água não sai por menos de R$ 4. Um salgado custa R$ 5. A lanchonete oficial, localizada atrás da Tenda dos Autores, não oferece nota fiscal. Até a cachaça, símbolo da cidade, subiu de preço nestes dias de literatura intensa. Uma garrafa de Gabriela (aguardente com cravo e canela) sai, em média, por R$ 30. No resto do ano, o valor é R$ 22.

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Paraty, que tem cerca de 33 mil habitantes, vê, nestes cinco dias de evento literário, sua população dobrar. A água nas torneiras cai fraca, já que a captação e distribuição fica comprometida nesta época. Em algumas ruas, a telefonia celular é prejudicada com fraca conexão.

O trânsito não chega a ser um grave problema aos frequentadores da Flip, já que as ruas do centro histórica ficam fechadas aos veículos. Porém, nas ruas de acesso, motoristas param nas calçadas e em ruas menores, sem qualquer fiscalização de estacionamento irregular. “Fecharam minha garagem hoje cedo e tive de chamar o reboque”, reclama um morador de uma das ruas que dão acesso à praça central.

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