¿VIPs¿, de Toniko Melo, é o vencedor do Festival do Rio

Wagner Moura leva o prêmio de ator pelo mesmo longa, e Karine Teles, de ¿Riscado¿, é a melhor atriz

Mariane Morisawa, especial para o iG |

“VIPs”, de Toniko Melo, ganhou o troféu Redentor de melhor longa de ficção do 12º Festival do Rio. “Eu trabalho com o Fernando Meirelles há 25 anos, e ele cismou que eu ia fazer esse filme, e o filme está aí”, disse o diretor. O prefeito Eduardo Paes, que anunciou o vencedor, foi alvo de apelos da apresentadora Débora Bloch para que reabra teatros da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o voto popular, o melhor longa-metragem de ficção foi “O Senhor do Labirinto”, de Geraldo Motta.

O melhor diretor foi Charly Braun, por “Além da Estrada”. “Esse filme fala sobre delicadeza, ternura, sobre solidão, sobre encontros, e a coisa mais legal de ter feito foi ter encontrado tanta gente afetuosa, solidária, generosa que me ajudou”, disse o cineasta.

Wagner Moura ganhou o troféu Redentor de melhor ator por seu trabalho em “VIPs”, de Toniko Melo. O ator não compareceu porque estava em Paulínia no lançamento oficial de “Tropa de Elite” 2, de José Padilha. Karine Teles, de “Riscado”, dirigido por Gustavo Pizzi, foi escolhida a melhor atriz. “Na verdade não tenho a menor ideia do que dizer aqui em cima. Queria agradecer ao Gustavo, você é um grande diretor... É verdade, gente, não é porque é meu marido, não.” O Redentor de melhor atriz coadjuvante foi para Gisele Fróes por “VIPs”. “Uma vez eu ganhei um prêmio de melhor atriz e botei a língua pra fora, minha mãe ficou muito zangada. Eu dedico esse prêmio a meu pai e a minha mãe.” Jorge D’Elia venceu na categoria melhor ator coadjuvante, também por “VIPs”. O diretor do filme, Toniko Melo, recebeu o troféu pelo ator argentino.

O Prêmio Especial do Júri foi para “Geral”, de Anna Azevedo. “É uma grande surpresa, porque o “Geral” é um curta, não estou entendendo nada”, disse a diretora, que dedicou o troféu à mãe.
Marcelo Laffitte levou o troféu de melhor roteiro pelo filme “Elvis e Madona”, também dirigido por ele. “Realmente estou muito surpreso. Nós três estamos muito felizes”, disse, referindo-se à mulher, grávida.

A melhor montagem foi de Vânia Debs, pelo filme “Boca do Lixo”. Houve uma confusão nessa categoria. Foi anunciado que Vânia Debs tinha vencido pelo filme “VIPs”. Os diretores dos dois filmes levantaram-se para receber o troféu, até que foi esclarecido que a vencedora era mesmo Vânia Debs, e portanto, pelo filme “Boca do Lixo”. A melhor fotografia foi de Adrian Teijido, também por “Boca do Lixo”.

“Diário de uma Busca”, de Flavia Castro, levou o troféu Redentor de documentário. “Estou super emocionada de receber esse prêmio hoje”, disse a diretora. Segundo o voto popular, o melhor documentário foi “Positivas”, de Susanna Lira.

“Vento”, de Marcio Salem, foi eleito o melhor curta-metragem. O júri popular escolheu “Um Outro Ensaio”, de Natara Ney, nessa categoria. Os vencedores do prêmio Porta-Curtas foram “Dois Mundos”, de Thereza Jessouroun, e “Simpatia do Limão”, de Miguel de Oliveira.

A associação de críticos internacionais Fripesci concedeu o prêmio da Premiere Latina para “Diário de uma Busca”, de Flavia Castro. O vencedor da mostra Novos Rumos foi “Paranã-puca”, de Jura Capela.

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