Selton Mello sobre Paulo José: “Foi uma grande troca”

O ator falou ao iG sobre “O Palhaço”, exibido fora de competição, o universo do circo e o trabalho

Mariane Morisawa, especial para o iG |

George Magaraia
Selton Mello

Selton Mello está bem feliz com a recepção a “ O Palhaço”, seu segundo filme como diretor, exibido fora de competição no Festival do Rio, sobre um palhaço que questiona sua vocação e procura sua identidade.

O ator falou ao iG sobre o novo longa, que estreia no próximo dia 28:

iG: Seu filme é muito pessoal, porque você também atravessou uma crise em que questionou o que estava fazendo, não?
SELTON MELLO:
Sim, é pessoal, mas também universal. É um tema caro a todo o mundo. Caberia igualmente num escritório de advocacia, em que um advogado jovem acha que não está fazendo bem seu trabalho e no fim se descobre um grande advogado. Tanto que o filme passou em Paulínia, em Gramado, em Belo Horizonte e agora no Rio, e as pessoas se mostram bem encantadas.

Veja como foi a première de "O Palhaço"

iG: Por que um circo?
SELTON MELLO:
Achei cinematográfico, o palhaço é o artista mais primitivo, saltimbanco, que vai aonde o povo está. Fiz uma pesquisa enorme sobre esse universo. Quem é de circo vai perceber que tem muito estudo ali por trás.

Acompanhe a cobertura completa do Festival do Rio 2011

iG: Como foi trabalhar com o Paulo José?
SELTON MELLO:
É um encontro que vai ficar. Temos o mesmo amor pela profissão, ele é um diretor também, e muito talentoso. Foi uma grande troca. Nunca tínhamos feito palhaços propriamente, mas ele fez o seriado “Shazan, Xerife & Cia.”, em que não era palhaço mas era, e eu, “O Auto da Compadecida”, a mesma coisa.

iG: O elenco, mais uma vez, tem personalidades que andavam meio esquecidas.
SELTON MELLO:
Isso virou uma marca. É um filme de muitos personagens e passamos quase dois meses juntos. Era preciso que fosse uma família. E eu queria que todos estivessem presentes o tempo todo, porque de repente achava que alguém podia estar no fundo fazendo alguma coisa. O Toni Tonelada é de circo, trouxe muita informação. A Teuda Bara é do Grupo Galpão, de teatro, a Fabiana Karla faz um pouco o que o Lúcio Mauro fez no meu filme anterior. É uma atriz conhecida pela comédia fazendo um papel sério. Sempre adorei o Moacir Franco, via muito quando era pequeno, com meu pai. Ele nunca tinha feito cinema e já ganhou prêmio por sua única cena. Aí tem o Ferrugem, o Jorge Loredo, meu irmão Danton. São pessoas que admiro.

Leia a crítica do filme "O Palhaço".

George Magaraia
Paulo José

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