Saiba quem são os jurados do Festival do Rio 2010

Quarteto terá a incumbência de escolher os vencedores do Troféu Redentor, que será entregue em uma noite de gala no Cine Odeon

Bia Amorim, iG Rio de Janeiro |

George Magaraia
Bruna Lombardi é uma das participantes do júri que vai eleger os filmes que ganharão o Troféu Redentor no Festival do Rio 2010

Um júri formado por apenas quatro pessoas será o responsável por destacar os melhores da mostra competitiva do Festival do Rio, a Première Brasil. A maior vitrine anual da produção cinematográfica brasileira contemporânea está na mão do diretor e crítico de cinema Gustavo Dahl, presidente da comissão, o produtor mexicano Jorge Sanchez, a atriz e roteirista Bruna Lombardi e o produtor de cinema e TV Leonardo Monteiro de Barros. Além da escolha especializada, as pessoas comuns também foram convidadas a dar a sua contribuição. Ao final de cada sessão haverá um local onde notas poderão ser dadas e no dia da premiação elas serão computadas para eleger a categoria Melhor Filme Escolhido pelo Público.

O quarteto terá a incumbência de escolher os vencedores do Troféu Redentor. Os premiados serão revelados numa grande festa no Cine Odeon, na Cinelândia, centro do Rio, no próximo dia 5 de outubro. As categorias são: Longa de Ficção, Longa Documentário, Curta, Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro, Montagem e Fotografia, além do Prêmio Especial de Júri.

Conheça um pouco mais sobre os jurados do Festival do Rio 2010:

Gustavo Dahl

Diretor e crítico de cinema, formulador de políticas cinematográficas, foi diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine) de 2002 a dezembro de 2006 e gerente do CTAV, Centro Técnico Audiovisual, ligado ao Ministério da Cultura. Realizador de “O Bravo Guerreiro” (1968), fez parte do grupo de teóricos do Cinema Novo. Antes de dirigir longas-metragens, destacou-se como montador de filmes como “A Grande Cidade” (1965), de Cacá Diegues, e “Integração Racial” (1964), de Paulo Cezar Saraceni, e na realização de curtas-metragens como “Em Busca do Ouro” (1965) e “Museu Nacional de Belas Artes - O tempo e a forma” (1967). Nascido em Buenos Aires em 1938, vive no Brasil desde 1947 e naturalizou-se brasileiro. Foi presidente do cineclube do Centro Dom Vital e trabalhou na Cinemateca Brasileira antes de partir, em 1960, para estudar no Centro Experimental de Cinematografia de Roma, ao lado de Paulo Cezar Saraceni e dos italianos Marco Bellochio e Bernardo Bertolucci. Na Itália, dirigiu um documentário sobre as gravuras de Holbein, intitulado “Dança Macabra” (1962), e colaborou com a TV RAI em documentários. Quatro anos depois, de volta ao Brasil, instalou-se no Rio. Seu segundo longa foi “Uirá, um Índio em Busca de Deus” (1972). Em 1975, sua carreira tomou outro rumo ao assumir a superintendência de comercialização da Embrafilme, durante a gestão de Roberto Farias, período em que o cinema brasileiro conquistou em média mais de 30% do mercado. Em 1982 dirigiu “Tensão no Rio”. Exerceu as funções de presidente da Associação Brasileira de Cineastas (1981-1983), do Concine (1985), do III e IV Congresso de Cinema Brasileiro (2000 e 2001).

Bruna Lombardi

Atriz, escritora e roteirista de cinema, ela nasceu na capital de São Paulo e começou a trabalhar como modelo em 1967. Sua estreia na televisão se deu dez anos depois, na novela “Sem Lenço, Sem Documento”, na TV Globo. Também fez “Aritana” (1978), na TV Manchete, e uma participação no longa “A Noite dos Duros” (1978) de Adriano Stuart. Fez também a minissérie “Avenida Paulista” (1982), a novela “Louco Amor” (1983), as minisséries “Grande Sertão: Veredas”, com direção de Walter Avancini, e “Memórias de um Gigolô”, entre outros trabalhos. Paralela à sua carreira como atriz, dedicava-se à literatura e lançou sete livros nas categorias poesia, romance, infantil e memórias de filmagens. Em 2002, protagonizou o longa-metragem “O Príncipe”, de Ugo Giorgetti. Em 2005, lançou-se como roteirista dos longas “Stress, Orgasms and Salvation”, “O Signo da Cidade” (2007) e “Onde Está a Felicidade”, coprodução Brasil-Espanha, todos dirigidos por seu marido, o também ator Carlos Alberto Ricelli.

Leonardo Monteiro de Barros

Produtor de cinema e TV com extensa experiência em longas, documentários e especiais musicais para TV. Foi gerente e diretor de gravadoras nacionais e internacionais e, desde que se associou à Conspiração, vem contribuindo na formulação de um novo cinema brasileiro. Carioca nascido em 1962, ele estudou filosofia na UFRJ, formou-se em administração de empresas na Cândido Mendes e fez cursos de especialização em marketing na Northwestern University e gerência na London Business School. Foi diretor de marketing da gravadora BMG. Na Conspiração, passou a produzir especiais de TV sobre grandes músicos brasileiros e documentários como “Pierre Verger - Mensageiro entre Dois Mundos”. Entre os longas que produziu estão: “Traição” (1998), filme em episódios dirigidos por José Henrique Fonseca, Cláudio Torres e Arthur Fontes, “Gêmeas” (1999), “Viva São João!” (2002), “Eu Tu Eles” (2000) - filme selecionado para a mostra “Um Certo Olhar” do Festival de Cannes – os três de Andrucha Waddington, “O Homem do Ano” (2002), de José Henrique Fonseca, selecionado para o Panorama do Festival de Berlim de 2003, e no mesmo ano concluiu a produção de “Redentor”, de Cláudio Torres, e “Casseta & Planeta - O filme”, de Lula Buarque de Hollanda. É membro da diretoria do SICAV-RJ e coordenador acadêmico do Curso Film & Television Business - Formação Executiva em Cinema e TV, da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Produziu também “Casa de Areia” (2005), “Dois Filhos de Francisco: A história de Zezé di Camargo e Luciano” - a maior bilheteria de 2005 no Brasil e um dos grandes sucessos de público da retomada, com mais de cinco milhões de ingressos vendidos -, “Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda” (2007), “Podecrer!” (2007), “Xuxa em Sonho de Menina” (2007), “Era uma Vez” (2008), “A Mulher do Meu Amigo” (2008). Como produtor executivo, coordenou em 2009 as filmagens do longa “Eu e Meu Guarda-Chuva”, de Toni Vanzolini, uma adaptação de Adriana Falcão, Marcelo Gonçalves e Bernardo Guilherme para o livro de Branco Mello e Hugo Possolo.

Jorge Sánchez

Nasceu em Córdoba, México, em 1950. Foi diretor do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara e produtor de diversos filmes de cineastas mexicanos como Paul Leduc e Tomás Gutiérrez Alea – e, com maior regularidade, de Arturo Ripstein, em títulos como “O Evangelho das Maravilhas” (1998), “Ninguém Escreve ao Coronel” (1999, 23ª Mostra), “Assim É a Vida” (2000) e “A Perdição dos Homens” (2000, 24ª Mostra). Sánchez fundou e presidiu a Associação Mexicana de Produtores Independentes (AMPI) e a Federação Ibero-Americana de Produtores de Cinema e Audiovisual (FIPCA). Foi também um dos fundadores da distribuidora Zafra-Cine Difusión, depois chamada de Zafra Video y Cinematografica Macondo, que investe no cinema mexicano independente e no novo cinema latino-americano, em títulos como o documentário “ABC da Greve” (1980), de Leon Hirszman, e “Madame Satã” (2002), de Karim Aïnouz. Fundou ainda três produtoras de filmes: Macondo Cine Video, Amaranta e Filmania. Foi cônsul geral do México no Rio de Janeiro durante cinco anos, e ocupa uma cadeira no Conselho Diretor da Fundação do Novo Cinema Latino-Americano.

Concorrem ao Troféu Redentor 17 longas-metragens, sendo nove de ficção e oito documentários. São eles:

Ficção:

• Além da estrada, de Charly Braun
• Boca do Lixo , de Flavio Frederico
• Como esquecer, de Malu De Martino
• Elvis & Madona, de Marcelo Laffitte
• Malu de bicicleta, de Flavio Tambellini
• Riscado, de Gustavo Pizzi
• O senhor do labirinto, de Geraldo Motta
• Trampolim do Forte, de João Rodrigo Mattos
• VIPs, de Toniko Melo

Documentários:

• Diário de uma busca, de Flávia Castro
• É Candeia , de Márcia Watzl
• Histórias reais de um mentiroso, de Mariana Caltabiano
• Memória Cubana, de Alice de Andrade e Ivan Nápoles
• Noitada de samba – foco de resistência, de Cély Leal
• Positivas, de Susanna Lira
• Santos Dumont: pré – cineasta? de Carlos Adriano
• Solidão e fé, de Tatiana Lohmann

    Leia tudo sobre: festival do riojuradostroféu redentor

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG