RioFilme comemora investimento recorde de R$ 17 milhões

Empresa criada em 1992 já financiou a produção e a distribuição de sete longas-metragens em 2010

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Desde o ano passado, a RioFilme, empresa de produção, distribuição e apoio ao audiovisual carioca, pertencente à Prefeitura do Rio, atravessa processo de revitalização. Segundo dados apresentados pelo diretor-presidente Sérgio Sá Leitão em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (28), o investimento direto, que tinha sido de R$ 1,1 milhão em 2008, saltou para R$ 11,3 milhões em 2009, atingindo o recorde de R$ 17 milhões em 2010, que, somados aos recursos obtidos junto a parceiros pode alcançar o valor de R$ 40 milhões.

Até setembro, a empresa tinha investido R$ 6,3 milhões em 7 filmes: “Aparecida”, de Tizuka Yamasaki, “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodanzsky, “Totalmente Inocentes”, de Rodrigo Bittencourt, “Peixonauta 3D”, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado, “A Montanha”, de Vicente Ferraz, e “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios”, de Beto Brant. Além da produção de filmes, a RioFilme reservou R$ 2 milhões para o Funcine Rio 1, R$ 4 milhões para o Programa de Editais de Audiovisual RioFilme/Secretaria de Estado de Cultura, e R$ 3 milhões em eventos setoriais estratégicos de cinema e audiovisual realizados no Rio de Janeiro.


Entre os planos da RioFilme está tornar-se independente em relação ao orçamento da Prefeitura, gerar empregos e promover a cidade internacionalmente. “A RioFilme deve se tornar agente de fomento dessa atividade econômica estratégica na cidade, com potencial para expansão. É com esse viés econômico que ela começa a agir”, disse Sá Leitão. O prejuízo, que era de R$ 3,2 milhões em 2008, foi reduzido a R$ 500 mil.

Graças em grande parte ao trabalho da Rio Film Commission, a cidade passou a ser cenário de 56,5% das produções internacionais rodadas no Brasil, sejam filmes, obras para televisão ou peças publicitárias, conta 47% em 2008.

Sobre produções internacionais de mais peso, Sérgio Sá Leitão falou que, depois da aproximação feita pela RioFilme, continua a busca da produtora Conspiração pela captação dos recursos para trazer Woody Allen para filmar no Rio. Em relação a “Amanhecer”, último filme da série “Crepúsculo”, há negociações com a produtora Summit, ainda sem conclusão. Já “Rio Eu Te Amo”, que não é uma produção internacional, mas tocada por cinco empresas brasileiras, está em fase de roteirização. Além de José Padilha e Fernando Meirelles, Michael Winterbottom e Guillermo Arriaga estão entre os diretores selecionados a fazer um segmento sobre a cidade.

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