"Raul: O Início, o Fim e o Meio" é para fanáticos

Sem foco, documentário de Walter Carvalho é longo, com depoimentos demais e momentos desnecessários

Mariane Morisawa, especial para o iG |

AE
Raul Seixas: figura mítica no cinema
Raul Seixas foi uma voz original na música brasileira e tem um séquito de seguidores, que o adoram como a um deus ou guru. Então, fazia todo o sentido a ideia de um documentário sobre sua vida e obra. Mas “Raul: O Início, o Fim e o Meio”, de Walter Carvalho, exibido na noite da segunda-feira (17) no cine Odeon, como encerramento oficial do Festival do Rio , peca pela falta de foco.

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Os melhores documentários costumam ter uma visão sobre o assunto ou personagem. É impossível ser imparcial. Carvalho tenta abarcar a vida inteira, a obra inteira, as polêmicas todas, as visões todas de cada pessoa que conviveu com ele. Termina sem linha condutora, longo demais e cansativo para quem não é fanático por Raul, repetindo-se muitas vezes.

Um dos grandes méritos do filme é que o diretor entrevistou gente à beça, dos amigos de infância, quando Raul era fã de Elvis Presley, a Marcelo Nova, com quem fez seus últimos shows. O problema é que, na hora de editar, ficou muita coisa desnecessária, algumas vezes só para fazer uma graça. Por exemplo, que diferença faz para o documentário que Jay Vaquer carregue uma arma?

Pior, há certos momentos de pura exploração de um suposto ridículo de seus personagens ou exposição desnecessária dos depoentes, como quando obriga a empregada que encontrou o cantor morto a voltar ao apartamento onde tudo aconteceu. Tudo isso só empobrece “Raul: O Início, o Fim e o Meio”.

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