Personagens caricaturais atrapalham “Amanhã Nunca Mais”

Estreia de Tadeu Jungle na direção serve no máximo como passatempo não muito inofensivo

Mariane Morisawa, do Rio de Janeiro |

Nesta Première Brasil de estreantes, Tadeu Jungle foi mais um, mesmo que seu nome circule no meio publicitário há anos. “Amanhã Nunca Mais”, seu primeiro longa-metragem, foi o último exibido na competição do Festival do Rio , na noite do sábado (15), no cine Odeon .

Veja como foi a première do longa .

Lázaro Ramos é o médico anestesista Wagner, incapaz de dizer “não”. O filme abre com um belo passeio em alta velocidade pelas ruas de São Paulo, algo bem difícil de acontecer na vida real. É um contraponto à vida que não anda, como o trânsito de São Paulo. Como todos os seres urbanos, Wagner tem dificuldades de fazer tudo, como manter seu trabalho em centros cirúrgicos e dar atenção à mulher (Fernanda Machado) e à filha. Buscar um simples bolo de aniversário vira uma aventura e tanto.

Jungle consegue, com a ajuda de Lázaro Ramos, construir direito o protagonista. Mas falha nos personagens secundários, bastante caricatos, da esposa chata à suposta amiga de infância (Maria Luisa Mendonça) que Wagner encontra pelo caminho, passando pelo nojento colega de trabalho (Milhem Cortaz).

O filme pretende tratar tudo com humor, mas o tom engraçadinho na hora de escrever e de filmar resvala por vezes no mau gosto. “Amanhã Nunca Mais” pode até ser um passatempo não muito inofensivo, mas não vai além disso.

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