Os 10 filmes imperdíveis do Festival do Rio

¿Carlos¿, ¿Carancho¿, ¿Somewhere¿ e ¿Tio Boonmee¿ estão na lista dos melhores feita pelo iG

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Entre os cerca de 400 filmes de todo o mundo, alguns eram simplesmente imperdíveis. Leia abaixo a seleção feita pelo iG :

Carlos
São cinco horas e meia, é verdade. Mas que valem cada minuto. A estilosa minissérie de Olivier Assayas sobre o terrorista chamado de Carlos, o Chacal, líder de ações ousadas nos anos 1970 e 1980, é cheia de ação sem perder de vista as ligações políticas e ambiguidades do personagem, bem interpretado pelo venezuelano Édgar Ramirez.

Carancho
O filme de Pablo Trapero é forte, intenso, surpreendente. O que mais se pode pedir? A história de amor entre um advogado envolvido em esquemas para pegar indenizações de vítimas de acidentes de trânsito com uma paramédica tem excelentes interpretações de Ricardo Darin e Martina Gusman, visual instigante e um olhar agudo sobre a realidade.

Dois Irmãos
Outro argentino na parada, de estilo bem diferente. Daniel Burman aposta no humor e na delicadeza para contar histórias de relacionamentos – entre pai e filho, marido e mulher ou, aqui, dois irmãos (os ótimos Antonio Gasalla e Graciela Borges). Ele é submisso, ela é egocêntrica, os dois não se desgrudam, pelo menos até que Susana manda Marcos para o Uruguai.

Cópia Fiel
O iraniano Abbas Kiarostami costuma brincar com a fronteira entre a realidade e a ficção. Nesta sua primeira produção fora do Irã, ele leva o tema um passo adiante. Juliette Binoche, estupenda, faz uma dona de antiquário que conhece um escritor (William Shimell) numa cidade da Toscana. Saem para passear e começam a agir como um casal. O jogo deixa o espectador na dúvida sobre o que é verdade e o que é mentira.

Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
Para entrar no time dos melhores do mundo, um cineasta precisa ter estilo ou temática únicos, de preferência ambos. Apichatpong Weerasethakul tem os dois. O tailandês resgata histórias tradicionais de sua cultura, injeta princípios do budismo e memórias de infância em suas produções, sempre criando um clima de um lento sonho. Aqui, o Tio Boonmee, à beira da morte, reúne-se com as pessoas queridas, vivas ou mortas.

Somewhere
Sofia Coppola é outra que possui uma marca. Seus filmes são femininos, sem dúvida, suaves, com um fiapo de história. Em Somewhere, pouco acontece, como é muitas vezes na vida, mas as cenas que ela cria são inesquecíveis. Quando não está trabalhando, Johnny Marco (Stephen Dorff), astro do cinema, vive períodos longos de tédio, até que sua filha de 11 anos vem passar um tempo com ele e há o vislumbre de alguma mudança.

Líbano
Como é a guerra para quem está dentro de um tanque? Baseado em sua própria experiência como soldado israelense na Guerra do Líbano do início da década de 1980, Samuel Maoz mostra a barbárie pelo visor do tanque ou pelos barulhos ensurdecedores de tiros e bombas. Escuro, fedido, quente, quase dá para sentir tudo isso junto com os quatro personagens, que jamais saem da máquina. É poderoso.

Poesia
O cinema sul-coreano é um dos mais instigantes da atualidade, com estética ousada e viradas imprevisíveis na trama. Lee Changdong acompanha a história de Mija, uma elegante senhora de 60 anos que trabalha como acompanhante de um senhor deficiente e entra num curso de poesia. Mas a dura realidade invade sua vida quando seu neto envolve-se numa situação complicada na escola.

The American
Um filme de ação que não é um filme de ação. Em The American, dirigido pelo fotógrafo Anton Corbijn (de Control), George Clooney é um assassino de aluguel frio por fora e tumultuado por dentro. Numa pequena cidade italiana, ele estabelece os contatos humanos que não são permitidos em sua profissão, com um padre e uma prostituta. O filme ganha pontos por fugir das obviedades, é cheio de belas tomadas e conta com mais uma ótima atuação de Clooney.

Bróder
Infelizmente, não é possível colocar muitos brasileiros na nossa seleção. O filme de Jeferson De, exibido fora de competição, é o melhor nacional do ano até agora, ainda que tenha seus problemas. Mostra com sensibilidade e cuidado estético a amizade entre três jovens que cresceram na periferia de São Paulo e as relações de Macu (Caio Blat) com sua família multirracial.

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