`Noitada de Samba¿ vale apenas como registro

Documentário de Cély Leal é precário demais para estar na competição do festival

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Num documentário, tema não deve ser confundido com filme. Muito frequentemente, o assunto é bom, mas a obra cinematográfica, não. É o caso do bem intencionado ‘Noitada de Samba – Foco de Resistência’, de Cély Leal, exibido no final da tarde desta segunda-feira (27) dentro da competição de longas documentários do Festival do Rio.

A produção retoma a história das rodas de samba promovidas por Jorge Coutinho e Leonides Bayer no Teatro Opinião, por 13 anos a partir de 1971, reunindo a nata do gênero e revelando novos talentos, como João Nogueira.

O filme foi apresentado numa cópia bastante ruim e tem um grande problema: quase não há imagens das Noitadas de Samba propriamente. O documentário acaba sendo uma coletânea de depoimentos de sambistas e frequentadores, em geral interessantes porque os personagens são.

É importante como resgate histórico, mas pouco para a competição de um festival. A sessão, porém, foi bem animada, com aplausos em cena aberta para personagens como Cartola e Clementina de Jesus, aparecendo, obviamente, em imagens de arquivo. ‘Noitada de Samba’ volta a ter exibições nesta terça-feira (28) e na quarta (29).

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