Michael Madsen é homenageado em jantar no Palácio da Cidade

Sem presença do anfitrião, prefeitura oferece jantar a Michael Madsen e convidados internacionais do Festival do Rio

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

O Festival do Rio 2010 continua a todo vapor no seu quarto dia com sessões lotadas. Mas, nesse domingo (25) a programação do evento invadiu também o Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O prefeito Eduardo Paes organizou um jantar com os convidados internacionais do Festival, mas não compareceu ao evento, pois estava se sentindo indisposto. “Por recomendação médica, o prefeito vai ficar de repouso para poder cumprir os compromissos dessa semana”, explicou Sérgio Sá Leitão, presidente da RioFilmes.

Mas isso foi um mero detalhe, pois os convidados continuaram animadíssimos no jantar, que ainda teve uma homenagem ao ator Michael Madsen, que veio ao Brasil para apresentar o longa “Federal”, de Erik de Castro. “Eu já fiz muitos filmes na minha vida, mas esse é brilhante. Vamos viajar muito para divulgá-lo e foi bom começar aqui no Brasil porque pude conhecer pessoas e lugares diferentes. Em Hollywood são sempre os mesmos atores que fazem os mesmos tipos de filme e isso é chato”, afirmou Madsen.

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Michael Madsen foi presenteado com o livro "Rio de Mil Encantos", do fotógrafo Custodio Coimbra

Ele ainda contou que já foi sondado para uma possível continuação do filme. “Acho que tem tudo para dar certo porque o filme terá uma excelente aceitação”, falou o ator, que comemorou seus 53 anos, nesse sábado (24). “Dei um mergulho na praia de Copacabana e fui visitar o Cristo Redentor. Fiquei mais impressionado com esse monumento do que com a Estátua da Liberdade, em Nova York. É um lugar espiritual”, disse.

O cantor Eduardo Dussek falou sobre como foi contracenar com Madsen. “É difícil porque tem que quase fazer uma leitura labial. Ele tem aquela voz rouca, mas que funciona muito bem na tela”, disse. Ele ainda falou que o ator americano ficou impressionado ao saber que ele é músico e que só tinha feito dois filmes. “Ele disse para a produção que eu podia me dar bem em Hollywood, mas não acreditei nele”.

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Eduardo Dussek faz um personagem demoníaco no longa "Federal"

Outra americana que fez sucesso foi a cineasta Ondi Timoner, do documentário “Nossas vidas expostas”, vencedor do grande prêmio do Júri de Melhor Documentário em Sundance 2009. O longa gira em torno do artista futurista Josh Harris, que fez da sua própria vida um reality show com cinco mil horas filmadas. “Esse é o primeiro filme que fala sobre como a Internet afeta as nossas vidas. Nós desistimos da privacidade”, afirmou.

Antes do jantar, o anfitrião “improvisado”, Sérgio Sá Leitão, falou sobre os projetos de expansão do Festival do Rio para 2011. “Serão quatro anos de parceria entre a prefeitura e o evento e, para o ano que vem, vamos voltar com aquela tela enorme na praia. Queremos que o Rio seja o principal pólo do cinema do Brasil e do Mundo”, finalizou Sá Leitão.

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Ana Luisa Lima, Secretária Municipal de Cultura, Sérgio Sá Leitão e Michael Madsen

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