Lázaro Ramos escolhe os melhores filmes do cinema brasileiro

Um dos mais importantes atores do cinema nacional na atualidade lista os seus filmes favoritos

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Com mais de 17 filmes em seu currículo, Lázaro Ramos é um dos principais atores do cinema nacional atualmente. Com papéis marcantes como "Madame Satã" e o Roque de “Ó, Pai, ó”, Lázaro afirma que não sabe ao certo quantos filmes já gravou. “Eu não conto porque acho que dá azar. Quando você começa a contar, parece que surgem menos convites”, disse. O ator, que prestigiou o Festival do Rio na noite de quarta-feira (29), listou a pedido do iG o seu "top 5" dos melhores filmes brasileiros.

George Magaraia
Lázaro Ramos

1. “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles. É um road-movie sentimental, a partir da amizade entre uma mulher que busca uma segunda chance e um garoto que quer encontrar suas raízes.

“É um filme em que todos – atores e equipes – estavam muito inspirados e marcou o cinema nacional, devido a enorme projeção internacional que teve”.

2. “Ilha das Flores” (1989), de Jorge Furtado. De forma ácida e com uma linguagem quase científica, o curta mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos.

“Eu vi esse curta no colégio e lembro que me causou um grande impacto porque é um filme que ultrapassa a barreira do entretenimento”

3. “Madame Satã” (2002), de Karim Aïnouz. O filme retrata a vida da referência na cultura marginal urbana do século XX, o célebre transformista João Francisco dos Santos- malandro, artista, presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre, homossexual - conhecido como "Madame Satã".

“Não foi porque eu fiz não, mas é um filme que marca uma época e mostra um personagem essencialmente brasileiro”.

4. “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles. O filme retrata a vida de diversos personagens da favela Cidade de Deus, sob o ponto de vista de Buscapé. É através de seu olhar atrás da câmera, que o protagonista analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

“É um pouco obvio falar desse filme, mas ele inaugura um tipo de ator e um foco diferente do cinema nacional: o cinema feito por pessoas da favela”.

5. “Vai trabalhar, vagabundo” (1973), de Hugo Carvana. Malandro carioca, é colocado em liberdade, depois de longo tempo na prisão e dedica seus primeiros momentos de liberdade para admirar as Maravilhas da cidade do Rio de Janeiro.

“Hugo é um cineasta maravilhoso e merece ser lembrando em qualquer lista”.

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