Julia Murat estreia com beleza e pouco frescor

“Histórias que Só Existem Quando Lembradas” não explora a fundo os personagens e seus mistérios anunciados no título

Mariane Morisawa, do Rio de Janeiro |

Divulgação
“Histórias que Só Existem Quando Lembradas” é o longa de estreia de Julia Murat

Depois de passar pela Jornada dos Autores, mostra paralela do Festival de Veneza, “Histórias que Só Existem Quando Lembradas”, ficção de estreia de Julia Murat , estreou em solo brasileiro na competição do Festival do Rio, nesta sexta-feira (7).

O filme mostra a transformação de uma cidade fictícia, esquecida pelo mundo e habitada apenas por velhos, com a chegada de uma fotógrafa. Ela estabelece uma relação com a padeira Madalena (Sonia Guedes), em princípio bastante suspeita em relação à jovem.

Há um certo ar de realismo mágico, que lembra um pouco longas como “O Veneno da Madrugada”, de Ruy Guerra, baseado em Gabriel García Márquez.

A diretora, no entanto, preocupa-se bastante com a composição de belas imagens e com o uso interessante do som, mas não chega a apresentar algo fresco, o que é curioso em se tratando de uma jovem cineasta. “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” não vai fundo nos personagens e nas histórias do título, que se perdem nas brumas como a pequena Jotuomba.

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