“Girimunho” leva sertão mineiro ao Festival do Rio

Dirigido por Helvécio Marins e Clarissa Campolina, filme foi exibido neste sábado (8)

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Divugação
"Girimunho" acompanha duas senhoras octagenária em uma cidade do interior de MG
Em uma volta pelo sertão mineiro, o diretor Helvécio Marins ouviu, pela primeira vez, a palavra “Girimunho”. Intrigado, ele perguntou o que significava e um menino o explicou que era um redemoinho. Nesse instante, Helvécio soube que esse seria o nome do longa-metragem que estava filmando no local, com a diretora Clarissa Campolina.

Após passar por Veneza e Berlim - onde venceu o concurso do World Cinema Fund, o filme foi exibido na mostra Première Brasil, do Festival do Rio 2011 , neste sábado (8), no Cine Odeon. “Estávamos acompanhando o girar da vida da Dona Bastu, logo após a morte do seu marido. O titulo era perfeito”, explicou Helvécio.

“Girimunho” acompanha duas senhoras octagenárias, inseridas em uma cidadezinha pacata do interior mineiro, que se aproximam depois que uma delas perde o marido e começa a rever o seu plano de vida. O longa mistura realidade e ficção.

“Quisemos viver e criar com eles o roteiro e o filme”, explicou Campolina, acrescentando: “Às vezes ignorávamos o roteiro inicial. E às vezes decidíamos que alguém diria uma fala de outra maneira para suscitar a reação espontânea do outro”.

Durante o Festival de Veneza , o filme teve uma recepção controversa. Alguns saíram da sala antes do final do filme, já outros se emocionaram com o final surpreendente. “Já previa que uma parcela dos espectadores poderia ter problemas com a narrativa radical. Mas esse é um sonho nosso de oito anos. A pressão no Rio é grande, por estar cercado de amigos, mas acredito que eles gostarão”, afirmou Marins.

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