George Clooney volta a repensar a vida em 'Um Homem Misterioso'

Ator interpreta um assassino de aluguel que está envelhecendo na produção com direção elegante de Anton Corbijn

Mariane Morisawa, especial para o iG |

O nome de George Clooney não foi o bastante para lotar o cine Leblon 2, na sessão de "Um Homem Misterioso" na noite desta terça-feira (29). O filme dirigido por Anton Corbijn (o fotógrafo que estreou com "Control") e baseado no livro de Martin Booth ainda terá exibições nesta quinta-feira (30) e na sexta-feira (1º). 

Quem for ao cinema esperando um longa-metragem eletrizante, cheio de ação, sobre Jack (George Clooney), um assassino de aluguel, tem tudo para se decepcionar. Apesar de contar com boas sequências de perseguição e ação, trata-se de um drama sobre um assassino de aluguel que está envelhecendo. Depois de ser atacado na Suécia, ele recebe ordens de seu agente Pavel (Johan Leysen) para se esconder e parte para a pequena Castel del Monte, na região italiana de Abruzzo – bem perto de L’Aquila, destruída por um terremoto recentemente. 

Pavel também lhe diz que não fale com ninguém nem faça amizades. Mas Jack logo está jantando com o padre ou saindo com a prostituta Clara (Violante Placido), ainda que se mantenha reservado. Sua carreira como assassino de aluguel parece estar chegando ao fim. Jack está cansado. 

É o segundo filme em pouco tempo em que o personagem vivido por George Clooney reflete sobre o envelhecimento e repensa suas escolhas de vida ­– o outro, claro, é "Amor sem Escalas". O ator mostra a competência habitual, mas se há alguma coisa que realmente faz a diferença é a direção de Anton Corbijn. Seus planos continuam sendo os de um fotógrafo, mas ele abandona a estilização exagerada de Control para explorar a composição das paisagens e da arquitetura com elegância e a serviço da história. Um Homem Misterioso é bom entretenimento com algum estofo.

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