Festival do Rio: Veja o que aconteceu nos bastidores da premiação

Diretor se machucou ajudando Chico Anysio, troféu de presente do dia das crianças, redes sociais vazando premiado antes da hora...

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

George Magaraia
Carlos Manga e sua estátua: "Como eu era bonito mais novo"

Redes sociais
Horas antes da premiação do Festival do Rio , na noite da terça-feira (18) no cine Odeon , o presidente da Riofilme, Sérgio Sá Leitão, havia publicado o resultado do melhor filme no Twitter (“A Hora e a Vez de Augusto Matraga”). O assunto causou rebuliço no tapete vermelho, com a chegada dos concorrentes. “Recebi a informação de uma jornalista. Por isso tinha pensado que era público. Mas achei melhor tirar o post”, explicou ao iG. Mais tarde, foi ao Facebook: “Agora sim... A Hora e a Vez de Augusto Matraga é o grande vencedor da Premiére Brasil do Festival do Rio!”

Estátua no cinema
Carlos Manga, diretor homenageado da noite, chegou cedo ao Cine Odeon. Por volta das 19h30, mais de uma hora antes do início da cerimônia, ele já circulava pelos corredores. Simpático, parou para fazer fotos e falou com jornalistas. “Acho que é o dia mais importante da minha vida, estou a mil por hora de ansiedade”, disse ele. Mais tarde, para sua surpresa, foi inaugurada uma estátua em tamanho real, no lado da tela de projeção.

Troféu para a netinha
Eduardo Coutinho, pelo belíssimo “As Canções”, levou dois prêmios documentário, júri popular e o oficial. “Dedico à minha neta. Só fui lembrar cinco dias depois que era o dia das crianças. Para não ficar mal, este troféu é especialmente para ela”, disse o simpático diretor.

Ao vivo no celular
Lázaro Ramos não levou o prêmio de melhor ator, que ficou com João Miguel, mas soube roubar a cena. A vencedora do Redentor de atriz coadjuvante foi Maria Luísa Mendonça, por “Amanhã Nunca Mais”. Como ela não estava presente, Lázaro, com quem atua no longa, subiu ao palco para receber o troféu e colocou a atriz no viva-voz do seu celular. Maria Luísa demorou um tempo para acreditar. Pensou que o filme havia vencido. “Dê meus parabéns ao elenco”, dizia ela, sem saber que estava sendo ouvida por todos os presentes, ao microfone. Foi preciso que a apresentadora Vanessa Lóes viesse ao celular para que ela finalmente agradecesse. ”Foi você quem ganhou, sua maluca!”. E Maria: “Sério? Eu estou falando pra todos no palco? Vocês estão me ouvindo? Que felicidade”, ela berrava pelo aparelho. Momento descontração.

Momento político
Ney Latorraca, que entregou o prêmio de direção de fotografia para Mauro Pinheiro Jr (“Sudoeste”) e Petrus Cariry (“Mãe e Filha”) também discursou. “Um país que tem Carlos Manga como diretor e Cássia Kiss como atriz, a gente pode acreditar que é possível ir contra a corrupção que existe na nossa classe”.

George Magaraia
Lázaro ao telefone com Luiza Maria Mendonça
Amigo no palco
Depois do discurso do Ney, e já com troféu na mão, é que um rapazes que estavam no palco se identificou. “Não sou o Petrus Cariry. Ele não pôde vir, estou pegando o prêmio por ele”.

Unanimidade
Camila Pitanga, que venceu o Redentor de melhor atriz por “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios”, já estava emocionada antes de subir ao palco para receber o troféu. Beijou as mãos de Chico Anysio, na primeira fileira. Os mais assanhados, na plateia, gritavam: “Linda, linda, gostosa...!” Camila agradeceu, entre tantos, ao “pai das minhas filhas” (Claudio Amaral Peixoto, com quem era casada na época da filmagem). “Que civilidade ela tem”, comentou uma moça na plateia para o seu parceiro – um dos que haviam gritado elogios a ela momentos antes.

A dancinha do 'Matraga'
O som estava desajustado. Entrava vinheta nas horas erradas o tempo todo. Nada que tirasse a felicidade de João Miguel, melhor ator por seu trabalho em “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”. Ele tentou falar ao microfone, mas a música surgiu. Bem alta. Para quê? O ator ensaiou um rebolado desengonçado enquanto esperava o silêncio para discursar. Arrancou risadas.

Veja como foi a premiação e todos os vencedores

Gelo na canela
Vinicius Coimbra, diretor de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, se machucou quando tentou ajudar a carregar a cadeira de rodas de Chico Anysio ao palco. Bateu a canela na armação de ferro da escada. Após subir cinco vezes ao palco para pegar seus troféus, correu para a coxia. Teve que colocar uma bolsa de gelo no ferimento. E assim permaneceu durante a festa. Com gelo na canela. Para quem queria tirar fotos ao seu lado, ele perguntava: “Pode ser com gelo?”

Chama o professor
Joaquim de Almeida, ator português, entregou o prêmio de melhor longa-metragem do júri oficial. Antes de anunciar o vencedor ( “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”), jogou uma dúvida linguística no ar. “Em Portugal a gente fala ‘a’ longa-metragem, aqui vocês falam ‘o’ longa. Como não temos nada para fazer depois de sairmos daqui, sugiro levarmos este debate adiante. Com quem está a razão?”

Chico no palco
Humorista não perde a piada. Chico Anysio foi carregado, com muito sacrifício, por cinco auxiliares até o centro do palco. Depois que todos agradeceram a vitória em mais uma categoria pelo filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, ele pediu a palavra: “Não me deixem sozinho aqui. Quando me trouxeram, eu só fiquei pensando na hora da volta”, brincou.

George Magaraia
A equipe do filme "A Hora e a Vez de Augusto Matraga"

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