Festival do Rio inflaciona preço do chope nos arredores do cine Odeon

Vendedores de pipoca e cachorro-quente também faturam com evento no centro da cidade

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Durante o Festival do Rio, muitas pessoas – inclusive a reportagem do iG – passam a maior parte do dia e da noite no Cine Odeon, onde acontecem as premieres mais disputadas e os tapetes vermelhos dos filmes da mostra competitiva. Os arredores da praça da Cinelândia oferecem variadas opções de "rápida gastronomia", para que o intervalo entre uma sessão e outra seja mais apetitosa. As opções são as das mais variadas: desde o simples cachorro-quente a um honesto yakisoba.

Os restaurantes aproveitam o aumento de pessoas na área para fazer pequenas mudanças tanto na equipe quanto no preço dos produtos. É o caso da Choperia da Cinelândia (Praça Floriano, n° 07), que aumentou o valor do seu carro chefe: o chope gelado. “O preço normal é R$ 3,90, mas com o festival e o aumento de clientes, passamos a cobrar R$ 4,10. A porção de batata-frita também aumentou R$ 2,00 do preço normal. Todos ficam mais generosos, principalmente com a gorgeta, porque o Festival do Rio é sinônimo de festa para os cariocas”, diz o garçom Manoel Polessa. A Choperia da Cinelandia, mais conhecida como "bar verdinho", pela cor do toldo que se estende para parte da calçada, é uma boa opção para quem quer bater papo sobre os filmes, se refrescando com um chope gelado acompanhado de petiscos de botequim.

No mesmo quarteirão, o Ateliê Culinário, que funciona dentro do Cine Odeon, teve que contratar reforços para a temporada cinematográfica. “Empregamos quatro garçons temporários porque o público aumenta quase 100% nesses dias”, diz Vera Saboya, responsável pelo restaurante. O Ateliê Culinário é conhecido por seus famosos pastéis de forno, com recheios de queijo meia-cura, frango e funghi, que custam de R$ 6,00 a R$ 7,00. O bistrô também oferece doces e sanduíches diversos.

Para quem é fã de fast-food, o chinês Mr Chan Express (Praça Mahatma Ghandi, 2ª) é uma boa pedida. A casa tem no cardápio sucos, sanduíches e salgados, mas é conhecido mesmo pelo yakisoba (R$13,90) - receita clássica chinesa do macarrão frito, feita com carne, frango, camarão, brócolis, broto de feijão, cenoura e outros legumes. O gerene é chinês. Como o local está sempre lotado, muita gente prefere comer em pé, no balcão mesmo.

Em frente ao estabelecimento, a barraquinha de cachorro-quente (R$ 2,50 com salsicha e R$ 3,00 de lingüiça) faz sucesso para quem é fã do sanduíche com diferentes opções de acompanhamentos. Diego Miccolis, que trabalha há anos no local, só vai embora depois da última sessão. “É bom porque costumo vender 100 cachorros-quentes por dia”, contabiliza.

Mas entre todos, ´há quem aposte no aperitivo ideal quando se fala em cinema. E na Cinelândia o que não falta é pipoca. São pelo menos cinco carrocinhas fixas, em diferentes pontos da praça. Sem largar a mão da tradicional pipoca, Ribamar Passos vê esse período como o seu “natal”. Com diferentes tamanhos, variando de R$ 2,00 a R$ 5,00, o pipoqueiro vende, em média, 150 saquinhos por dia, em frente ao cinema. “Muitas pessoas não abrem mão da pipoca e, com os preços altos da loja do cinema, muitos economizam o seu dinheiro, comprando comigo”, diz.

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