`Elvis e Madona¿ provoca riso fácil

Comédia escrachada e falsamente subversiva de Marcelo Laffitte é o filme da competição mais aplaudido até agora

Mariane Morisawa, especial para o iG |

É difícil medir as reações da sessões oficiais da Premiere Brasil. Como a equipe está presente e boa parte da plateia é formada por amigos, normalmente ouvem-se aplausos mais ou menos uniformes ao final. Ainda assim, dá para dizer sem susto que ‘Elvis e Madona’, exibido na noite desta segunda-feira (27), teve a recepção mais calorosa até agora entre os longas de ficção em competição no Festival do Rio.

E é bem simples compreender por que a produção dirigida pelo estreante Marcelo Laffitte agrada tanto: trata-se de uma comédia romântica aberta e fácil, que parece subversiva, mas encontra soluções que não desafiam o sistema.

Isso não significa que não haja alguns bons diálogos e cenas verdadeiramente engraçadas na trama envolvendo a fotógrafa e motoqueira Elvis (Simone Spoladore, competentíssima) e a drag queen Madona (Igor Cotrim, no geral bem, mas brigando com o gestual provocado pelas unhas postiças). Os dois se conhecem quando a primeira vai entregar pizza na casa da segunda, chegando em seguida ao roubo de todo o dinheiro da drag queen por seu amante.

Aproximam-se e apaixonam-se, ainda que Elvis goste de mulheres, e Madona, de homens. O próprio roteiro, que conta com algumas inconsistências – a engajada Elvis não hesita em se aproveitar do assassinato de um ladrão para subir na carreira –, faz piada com a distância que a história percorre, dando a aparência de controvérsia, mas conformando-se em ser apenas mais uma comédia escrachada.

Aplaudido em cena aberta algumas vezes, ‘Elvis e Madona’ tem grandes chances de levar o prêmio de público. As próximas exibições acontecem na terça (28) e na quarta (29).

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