Eduardo Coutinho dispara no favoritismo

Vai ser difícil alguém conseguir superar cineasta, que emociona novamente com “As Canções”

Mariane Morisawa, especial para o iG |

George Magaraia
Eduardo Coutinho
Depois de algumas cópias, finalmente o original. E Eduardo Coutinho não decepcionou com “As Canções”, exibido em competição na Première Brasil na noite desta quinta-feira (13), no Cine Odeon. O filme e seus 14 personagens foram aplaudidos várias vezes em cena aberta, provocaram gargalhadas e, nos mais sensíveis, lágrimas.

O ponto de partida foram músicas que marcaram a vida dos personagens, cantadas pelos próprios. Então, Coutinho recolhe aqueles depoimentos íntimos e reveladores que só ele é capaz de obter, sempre com o maior respeito por quem fala – pena que as plateias de hoje sofram de riso solto, mesmo quando o momento não é para isso. Mas a culpa não é do filme.

Pelo contrário: Coutinho faz questão de não criar “momentos cinematográficos” e sim deixar que a emoção venha das falas. E elas nunca deixam de surpreender, sejam pelas histórias narradas ou pelo choro que chega num momento pouco óbvio.

Ainda há dois documentários a serem apresentados em competição, e eles têm a difícil missão de bater “As Canções”. Se a Première Brasil terminasse hoje, seria vergonhoso se Coutinho não saísse vencedor.

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