Documentário sobre Marcelo Yuka está na Mostra Competitiva

Filme de Daniela Broitman mergulha na última década da vida do músico e compositor

iG Rio de Janeiro |

AE
O músico Marcelo Yuka

O documentário “Marcelo Yuka no Caminho das Setas”, de Daniela Broitman, terá sua primeira exibição na Mostra Competitiva da Première Brasil do Festival do Rio, no dia 11 de outubro, às 17h, no Cine Odeon. O filme mergulha na última década da vida do músico, compositor e ativista Marcelo Yuka, revelando a profunda transformação pela qual o artista passou desde que foi baleado numa tentativa de assalto no Rio de Janeiro.

Além da primeira sessão na Première Brasil, exclusiva para convidados, o longa-metragem também será exibido ao longo do Festival do Rio nas seguintes datas: dia 12 de outubro (4ª feira), às 13 horas, no Armazém 6 (a sessão, que terá preços populares, será seguida de debate); dia 13 de outubro (5ª feira), no Estação Vivo Gávea, às 15h40 e às 20 horas; dia 14 de outubro (6ª feira), no Cinema Nosso, às 19 horas; e no dia 15 de outubro (sábado), no Ponto Cine, às 18 horas.

Justiça social

Aos 34 anos, a carreira musical de Yuka estava no auge como compositor, baterista e líder da banda O Rappa – uma das mais importantes da cena pop rock nos anos 90 –, com suas letras repletas de críticas sociais e sonoridade que se destacavam no cenário nacional. Em novembro de 2000, no entanto, a vida do músico mudou radicalmente ao levar nove tiros numa tentativa de assalto na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ironicamente, uma das vozes mais ativas na luta por justiça social no país tornou-se mais uma vítima da violência urbana.

O público acompanha de maneira íntima os questionamentos de Yuka em relação ao próprio corpo, mente e espírito desde o trágico incidente, assim como as diversas causas que o músico defende. O filme mostra ainda o novo rumo de sua produção musical – desde a polêmica ruptura com O Rappa até gravações de seu primeiro álbum solo, previsto para ser lançado nos próximos meses.

Além de focar também no lado ativista de Yuka, mostrando como O Rappa foi a primeira banda a se envolver diretamente com projetos sociais, apoiando o grupo AfroReggae e fazendo campanhas solidárias, o documentário conta pela primeira vez os verdadeiros motivos pelos quais Yuka se desligou da banda.

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