Documentário desvenda Marcelo Yuka

A diretora Daniela Broitman filmou o músico durante anos e conseguiu um retrato minimamente complexo; leia crítica

Mariane Morisawa, especial para o iG |

AE
Marcelo Yuka, músico
Todo o mundo sabe o que aconteceu a Marcelo Yuka: baterista e principal compositor da banda O Rappa, ele foi baleado quando topou com um assalto numa rua da Tijuca. Ficou paraplégico. Em “Marcelo Yuka: No Caminho das Setas”, exibido em competição na Premiere Brasil na noite desta terça-feira (11), num Cine Odeon lotado, a diretora Daniela Broitman conta essa história, muito representativa da triste realidade brasileira.

Mas ela vai além. O filme mostra o homem que Marcelo Yuka era antes do trágico incidente, logo depois e hoje – as últimas imagens são do Rock in Rio, recentemente realizado. Um homem inevitavelmente modificado pelo que viveu, mas que também permanece, de alguma maneira, o mesmo, com todas as suas contradições.

Isso só foi possível porque a diretora acompanhou o músico durante anos. Como Daniela Broitman prova, não basta ligar a câmera uma vez com um ou alguns personagens para ter um filme – lição que os diretores de “Laiá, Laiá”, “Era dos Campeões” e “Luz, Câmera, Pichação!” deveriam aprender. “Marcelo Yuka: No Caminho das Setas” não reinventa o documentário, mas pelo menos faz direitinho o que se propõe a fazer.

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