¿Destricted.br¿ integra mal sexo explícito e arte

Série de sete curtas com temática sexual feitos por artistas plásticos como Tunga e Adriana Varejão é sofrível como cinema

Mariane Morisawa, especial para o iG |

A palavra sexo explícito bastou para quase lotar o cine Odeon na noite deste sábado (2) na sessão de “Destricted.br”, exibido na mostra Panorama do Festival do Rio. O filme é baseado numa plataforma lançada por projeto internacional em 2004, com a intenção de incentivar a expressão irrestrita do sexo pela arte. Pornografia e arte, essa mistura dá samba?

Pelo que se viu do projeto em andamento – há sete curtas já prontos, com outros sendo feitos –, não muito. Os segmentos dos artistas Adriana Varejão, Marcos Chaves, Tunga, Julião Sarmento e Janaína Tschäpe, do fotógrafo Miguel Rio Branco e do cineasta Lula Buarque de Hollanda conjugam muito mal os dois elementos.

A bela peça de Adriana Varejão, por exemplo, faz referência à própria obra da artista, mas é muito discreta na apresentação do sexo. Já Janaína Tschäpe é bem explícita ao colocar uma câmera presa à cabeça de uma atriz pornô que transa com três caras. O problema maior, no entanto, é que boa parte serviria mais como videoarte para ser exibida numa exposição. Como cinema, são trabalhos sofríveis.

    Leia tudo sobre: festival do rioDestricted.brpornografiasexofilme

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG