Bruno Barreto e Glória Pires apresentam 'A Arte de Perder'

Longa sobre o romance entre a poeta Elizabeth Bishop e a arquiteta Lota de Macedo Soares será rodado no segundo semestre de 2011

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Nessa quinta-feira (30), o diretor Centro Cultural da Ação e Cidadania, no Centro do Rio para falar de seu novo projeto - o filme “A arte de perder”.

“Esse projeto foi idealizado pela minha mãe, Lucy Barreto, e na primeira vez que ela me mostrou eu não achava um ângulo para a história. Só comecei a ver o projeto tomar forma após a minha ex-mulher, a americana Amy Irving, encenar o monólogo ‘Um Porto para Elizabeth Bishop’”, contou Bruno.

George Magaraia
Bruno Barreto

"A Arte de Perder" é uma história de amor entre duas mulheres, ambientada no Brasil dos anos 50 e 60. O filme trata do relacionamento entre a poeta norte-americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, que será vivida por Glória. Com um orçamento de 5.5 bilhões de dólares, o longa está previsto para ser rodado no segundo semestre de 2011, com filmagens no Rio de Janeiro, Petrópolis, Nova York e Veneza. Elizabeth Bishop vai ser interpretada por uma atriz americana, que ainda não definida.

Glória Pires disse que já sabia do projeto há anos e que vai ser um desafio para a sua carreira. “Essa é a oportunidade de resgatar a memória de uma pessoa importantíssima para a história dos cariocas e que muitos não sabem que são. Foi ela que teve a ideia de transformar o aterro em Parque do Flamengo, a exemplo do Central Park, em Nova York”, disse a atriz, que vai viver uma homossexual nas telonas. “Eu sei que esse fato gera muita especulação, mas encaro com outro personagem qualquer. O filme não é sobre uma relação entre duas mulheres e sim sobre o amor, independentemente do sexo”.

George Magaraia
Glória Pires

Bruno Barreto contou que trabalhar com Glória era um sonho dele. “Brinco que ela era exclusiva do Fábio (Barreto, irmão do diretor) e há tempos queria filmar algo com ela. Mas só agora eu consegui trazer ela para mim. (risos) A Glória é uma das melhores atrizes brasileiras porque ela tem uma capacidade de se camuflar nos personagens”, afirmou o diretor.

“A arte de perder” também marca o inicio de uma co-produção internacional entre a LC Barreto e a Goldcrest. “A minha família e a Barreto tem uma coisa em comum: elas vêm do cinema em si e não querem saber só de negócios. Estamos muito felizes com parceria”, disse o presidente da Goldcrest, Nick Quested. Para o ano que vem, além do longa de Bruno Barreto, as produtoras vão realizar um documentário sobre o jogador de futebol Pelé. “Fechamos ontem o projeto, então ainda é cedo para falarmos. Mas logo, logo vocês vão saber mais detalhes”.

As produtoras Lucy Barreto e Paula Barreto, a roteirista Carolina Kotscho e a autora do livro “Flores Raras, Banalíssimas” em que o filme é baseado, Carmem Lucia de Oliveira também participaram da coletiva de imprensa.

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