Bruce Beresford: “Achei que Jane Fonda seria bêbada ou louca”

Diretor, que trabalhou com a atriz em “Paz, Amor e Muito Mais”, conta que ela quebrou suas expectativas sendo profissional e agradável

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Divulgação
“Paz, Amor e Muito Mais”
Diretor do oscarizado “Conduzindo Miss Daisy”, Bruce Beresford está no Brasil para exibir dois filmes no Festival do Rio : “Paz, Amor e Muito Mais” (2011), que tem sessão oficial nesta terça-feira (11) no Cine Odeon, e “O Último Dançarino de Mao” (2009), com exibições a partir da quarta (12).

O diretor australiano falou ao iG :

iG: Como iniciou o projeto de “Paz, Amor e Muito Mais”?
BRUCE BERESFORD
: Eu estava em Los Angeles fazendo reuniões sobre um outro filme que ainda não aconteceu, quando meu agente me ligou dizendo que uma produtora francesa tinha esse roteiro. Eles me mandaram no hotel, eu li e foi muito fácil, tudo correu muito rapidamente.

iG: O que gostou no roteiro?
BRUCE BERESFORD:
A história das três mulheres de uma mesma família interpretadas por Jane Fonda, Catherine Keener e Elizabeth Olsen, a maneira como ele retratava seus conflitos. A personagem de Jane Fonda, uma hippie, ainda vivia no passado. Mas ela era esperta, algo difícil de ver.

iG: Muita gente acha que os hippies estavam certos no final...
BRUCE BERESFORD:
Sim, é verdade que muita gente pensa assim. É bem engraçado, filmamos em Woodstock, que é uma bela cidade, muito antiga, com uma igreja do século 17. Todos acham que precisamos vestir os figurantes com muitas roupas de época, mas eles se vestem daquela maneira ainda! (risos)

iG: Como foi trabalhar com Jane Fonda?
BRUCE BERESFORD:
Achei que ela seria bêbada ou louca. E na verdade ela é muito profissional, sabe seus diálogos, é muito agradável com todos, chama cada um por seu nome.

iG: E no caso de “O Último Dançarino de Mao”, o que o atraiu?
BRUCE BERESFORD:
Era uma história bonita, baseada na autobiografia desse personagem, Li Cunxin, que viveu grandes aventuras e dramas tentando escapar da China. O desafio foi encontrar um bailarino chinês que podia atuar, dançar e falar inglês perfeitamente. Encontramos Chi Cao no Birmingham Royal Ballet.

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