Bill Pullman, fã de jaboticaba

Intérprete do embaixador americano que surta e vai viver em favelas em ¿Rio Sex Comedy¿, ele tem uma jaboticabeira plantada em seu pomar

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Ele já foi o presidente dos Estados Unidos invadidos por alienígenas em “Independence Day”. Agora, em “Rio Sex Comedy”, de Jonathan Nossiter, Bill Pullman interpreta o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, que, desconfiando não estar apto para a tarefa, surta e vai viver nas favelas do Rio. O ator falou com exclusividade ao iG.

George Magaraia
Bill Pullman
iG: Foi divertido fazer esse personagem meio maluco?
PULLMAN: Acho que a chance de ser alguém que vem a um país não totalmente convencido de que é uma boa ideia ou não, chega e percebe que talvez não seja a pessoa certa para o trabalho é uma boa oportunidade. Porque todos nós em algum momento sentimos que as pessoas esperam que sejamos alguém que não achamos que somos e temos vontade de simplesmente fugir.

iG: Como foi a experiência de filmar nas favelas?
PULLMAN: O diretor e roteirista Jonathan Nossiter está vivendo aqui há algum tempo e fez algumas boas amizades que foram construídas com confiança e muito respeito. Quando fomos filmar nas favelas, todos com quem lidamos puderam ter a confiança de que não íamos embaraçá-los, que não haveria sensacionalismo. E nós pudemos vê-las como bairros, não como o lugar vendido como um local perigoso em que todos vivem aterrorizados. Aí você pode ver os moradores como pessoas que convivem muito bem com seus vizinhos, tentam viver tão confortavelmente quanto possível e esperam respeito.

iG: Seu personagem fica um pouco chocado com a realidade. Você não ficou também?
PULLMAN: Sim, houve muitas situações em que meu personagem estava querendo descobrir quais eram as condições e ver se haveria um jeito de ajudar. Como nós estávamos indo com líderes comunitários, pessoas engajadas que já estão tentando melhorar as coisas, você vê situações bem difíceis em termos de saneamento e distribuição de energia, coisas perigosas, e pode perceber que há muito trabalho a ser feito, mas não existe um sentimento de desesperança.

iG: O que você mais gostou no Rio?
PULLMAN: Tenho um pomar em Los Angeles onde cultivo muitos tipos de fruta, e uma delas é jaboticaba. E eu nunca tinha visto num mercado, ou alguma jaboticabeira a não ser a minha, que comprei de um cara que nem tinha a árvore grande, só as pequenas. Sabia que era uma fruta incomum e aprendi a amar. Daí eu venho para o Brasil e vejo uma jaboticabeira gigante! E agora é época, estava no Rio no ano passado filmando e via carrinhos vendendo caixas e caixas de jaboticaba. Pensei: “Estou no paraíso!” (risos).

iG: Quais são seus próximos projetos?
PULLMAN: Eu ia fazer uma peça em Londres, mas acho que desisti. Devo participar de um filme em Los Angeles, que é uma história interessante, meio de ficção científica, mas com aspectos psicológicos. É sobre as duas primeiras pessoas a ir para Vênus. Quando a cápsula volta, apenas uma delas está a bordo. E a pergunta é: o que aconteceu com a outra pessoa?

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