Alessandra Negrini: “As músicas do Chico sempre me inspiraram”

A atriz protagoniza “O Abismo Prateado”, de Karim Aïnouz, baseada em “Olhos nos Olhos”

Mariane Morisawa, especial para o iG |

George Magaraia
Alessandra Negrini
Cansada, mas feliz. Assim ficou Alessandra Negrini depois da primeira apresentação de “ O Abismo Prateado” no Brasil, na quarta-feira (12) . O filme de Karim Aïnouz, inspirado na canção “Olhos nos Olhos”, de Chico Buarque, havia sido exibido em maio, na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. A expectativa era tão grande que foi preciso abrir uma segunda sessão para acomodar quem ficou de fora na primeira leva. A atriz falou ao iG sobre Chico Buarque, música e próximos projetos:

iG: Você já tinha apresentado “O Abismo Prateado” em Cannes. Como foi mostrá-lo pela primeira vez no Brasil?
ALESSANDRA NEGRINI:
Eu fiquei muito nervosa, muito ansiosa. Muito mais do que em Cannes! Aqui é a minha cidade, é onde estão os meus amigos, já existia expectativa. Foi emocionante, acho que as pessoas saíram tocadas.


iG: Qual sua relação com a obra do Chico Buarque?
ALESSANDRA NEGRINI:
Tenho a caixa completa de CDs. Suas músicas sempre me inspiraram para personagens, porque as músicas do Chico Buarque são cinematográficas. Suas músicas são roteiros. Para “O Abismo Prateado”, eu ouvi todas as versões que consegui achar, principalmente aquela feita especialmente para o filme pelo Instituto e cantada pela Bárbara Eugênia. Ela tem o timbre parecido com o meu, era como se a personagem estivesse cantando.

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iG: Costuma usar música para se inspirar?
ALESSANDRA NEGRINI:
Sim, música é poesia, e poesia inspira. Mesmo para a Violeta, ouvi muitas coisas, internacionais também.

Assista ao vídeo da première de "O Abismo Prateado"

iG: O quê?
ALESSANDRA NEGRINI:
É muito íntimo, prefiro não revelar.

iG: O que toca no seu iPod?
ALESSANDRA NEGRINI:
MPB, rock, punk rock... Radiohead, Arcade Fire, Nina Simone, tenho ouvido bastante.

iG: E o que tem de próximos projetos?
ALESSANDRA NEGRINI
: Começo a filmar o próximo filme de José Eduardo Belmonte, “Gorila”, na semana que vem. E, em breve, lanço “Dois Coelhos”, de Afonso Poyart, um filme bem diferente de “O Abismo Prateado”. Tem bastante ação e uma pegada mais pop.

George Magaraia
Alessandra Negrini

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