Kylie Minogue: "Ser ator é complicado porque às vezes não se tem trabalho"

No Rio de Janeiro para divulgar os filmes “Holy Motors” e “Jack and Diana”, cantora australiana conta que no início da carreira queria apenas atuar

Luisa Girão - iG Rio de Janeiro |

Após 10 anos afastada das telonas e quatro discos lançados, Kylie Minogue sentiu necessidade de voltar às origens e investir mais em sua carreira cinematográfica. A popstar australiana, que já ganhou um Grammy e vendeu mais de 68 milhões de discos, começou a sua trajetória artística com um papel na novela “Neighbours”.

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“Eu realmente me considero uma iniciante até hoje. Não sei como se deve ler um roteiro, mas é uma questão de instinto. Por anos, estive ocupada fazendo música comercial e não tinha muito contato com a parte esquerda do cérebro. Senti essa necessidade de satisfazer essa vertente da minha personalidade que ficou adormecida por tanto tempo”, disse ela nesta terça-feira (2), durante coletiva de imprensa no Pavilhão do Festival do Rio , na Zona portuária da cidade.

Kylie ainda contou que nunca esperou se tornar um sucesso na música. “Fiz uma demo quando tinha 17 anos, não pensando em lançar um disco. Queria ser uma atriz completa. Ser ator é complicado porque às vezes não se tem trabalho” contou ela, acrescentando: “Há 25 anos, não conseguia visualizar qual caminho iria percorrer, mas não imaginava que seria o da música”.

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A cantora e atriz está no Rio de Janeiro para divulgar os filmes “Holy Motors” , do francês Leos Carax , e “Jack and Diana”, que participam do Festival do Rio 2012 . Esta é a terceira vez que a cantora está no país – ela esteve em 1992, no Rio, e em 2008, em São Paulo. “Não tenho planos, mas quero andar pelas ruas e ver como elas andam e se socializam. As praias são lindas, mas duvido que eu caia na água. Quero dar um grande alô para este País fantástico e em algum momento a gente vai ter que entrar na caipirinha. Aí, vai surgir alguma idéia do que fazer”, brincou.

Em "Holy Motors", um filme surrealista, quase uma ficção científica, Kylie interpreta KM, uma mulher misteriosa que se depara com o protagonista interpretado por Denis Lavant, um homem que assume várias identidades ao longo de um dia. “Esse filme foi uma oportunidade de sair do meu mundo comum e entrar nessa realidade paralela criada pelo Leos. Eu não estava muito certa do meu personagem, estava até confusa. Mas o longa fala sobre o que significa estar vivo”.

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