"Gonzaga – De Pai para Filho" faz chorar com história de música e paternidade

Longa de Breno Silveira retrata a relação conflituosa de Gonzagão com seu filho, Gonzaguinha

Mariane Morisawa - especial para o iG | - Atualizada às

Com “Dois Filhos de Francisco”, Breno Silveira emocionou o país e levou milhões de pessoas aos cinemas. Não apenas isso: ajudou Zezé di Camargo e Luciano a conquistarem o respeito de quem torcia o nariz para a dupla. Aquela era uma história de música e paternidade.

Pouco depois ele dirigiu "Era Uma Vez..." (2008), mas demorou anos para o diretor lançar um outro filme, e ele veio na forma de “À Beira do Caminho” , de novo uma história de música (de Roberto Carlos) e paternidade.

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Em seu terceiro longa-metragem, “Gonzaga – De Pai para Filho”, que abre o Festival do Rio na noite desta quinta-feira (27), para convidados, não é diferente.

De novo, a música – de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha – permeia todo o longa, pontuando a relação conflituosa entre os dois, exposta numa conversa gravada entre pai e filho, que praticamente não conviveram.

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Ao mesmo tempo em que se aprofunda no relacionamento distante entre os dois, “Gonzaga” percorre os caminhos do nascimento, do sucesso e do declínio do rei do baião e sua busca por superar a infância pobre e o preconceito por suas origens no interior de Pernambuco.

Os personagens são interpretados por vários atores em diferentes fases da vida, com destaque para Júlio Andrade como o Gonzaguinha da fase moderna – tão parecido que é difícil reconhecer o Arthurzinho de “Passione” ou o ator de filmes como “Cão sem Dono”, de Beto Brant.

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Luiz Gonzaga pode ter abandonado o filho, que seria outro talento da MPB, mas nem por isso torna-se vilão. Como sempre, Breno Silveira lida muito bem com a emoção, aqui num meio termo entre o derramamento de “Dois Filhos de Francisco” e a contenção de “À Beira do Caminho”. Chorar ao ver o filme não é vergonha nenhuma, até porque o cineasta não abusa do seu poder de fazer a plateia se emocionar.

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