Terror espanhol é inexplicável na competição

'Dictado' abusa de clichês e tem uma trilha sonora péssima

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Divulgação
Cena de 'Dictado'
Sexto filme exibido em competição no Festival de Berlim 2012 , o espanhol “Dictado”, de Antonio Chavarrías, exibido na tarde de sábado (11) para jornalistas, é uma daquelas coisas que não dá para justificar. Não por ser um filme de gênero – no caso, o terror –, uma abertura que seria mais do que bem-vinda num festival, mas simplesmente por ser muito ruim, sem qualquer qualidade que sobressaia para competir pelo Urso de Ouro.

Na produção, o professor Daniel (Juan Diego Botto) vive uma relação aparentemente bem equilibrada com a professora Laura (Bárbara Lennie), que deseja ter um bebê, até receber a visita de um conhecido da infância, Mario (Marc Rodríguez).

Ele traz à tona um evento trágico do passado, que Daniel prefere enterrar. Mas, quando Mario se mata, sua filha Julia (Mágica Pérez) acaba indo morar com o casal, enquanto Daniel começa a ficar cada vez mais desconfortável com a presença da menina.

Acesse o especial Festival de Berlim

“Dictado” abusa de todos os clichês possíveis, e ainda usa uma trilha sonora péssima, como tem sido praxe no festival. Para piorar, os atores não dão conta nem dos papéis simples que precisam interpretar. Melhor esquecer.

    Leia tudo sobre: Festival de Berlimcinema

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG