Festival de Berlim 2012

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Terror espanhol é inexplicável na competição

'Dictado' abusa de clichês e tem uma trilha sonora péssima

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim | 12/02/2012 14:14

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Foto: Divulgação Ampliar

Cena de 'Dictado'

Sexto filme exibido em competição no Festival de Berlim 2012, o espanhol “Dictado”, de Antonio Chavarrías, exibido na tarde de sábado (11) para jornalistas, é uma daquelas coisas que não dá para justificar. Não por ser um filme de gênero – no caso, o terror –, uma abertura que seria mais do que bem-vinda num festival, mas simplesmente por ser muito ruim, sem qualquer qualidade que sobressaia para competir pelo Urso de Ouro.

Na produção, o professor Daniel (Juan Diego Botto) vive uma relação aparentemente bem equilibrada com a professora Laura (Bárbara Lennie), que deseja ter um bebê, até receber a visita de um conhecido da infância, Mario (Marc Rodríguez).

Ele traz à tona um evento trágico do passado, que Daniel prefere enterrar. Mas, quando Mario se mata, sua filha Julia (Mágica Pérez) acaba indo morar com o casal, enquanto Daniel começa a ficar cada vez mais desconfortável com a presença da menina.

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“Dictado” abusa de todos os clichês possíveis, e ainda usa uma trilha sonora péssima, como tem sido praxe no festival. Para piorar, os atores não dão conta nem dos papéis simples que precisam interpretar. Melhor esquecer.
 

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