"Somos um festival político", confirma diretor do Festival de Berlim

Fora de competição, Primavera Árabe e desastre em Fukushima dão o tom da programação

Reuters |

Divulgação
O documentário "No Man's Zone", sobre Fukushima
Levantes sociais e o despertar político formarão os temas centrais do Festival de Berlim 2012, afirmou o diretor do evento, Dieter Kosslick, com filmes sobre a Primavera Árabe e a devastada usina nuclear japonesa de Fukushima ganhando o centro do palco.

O festival vai exibir documentários e obras de ficção de cineastas árabes que investigam o progresso turbulento dos levantes populares na região árabe em 2011 e exploram as questões filosóficas e políticas levantadas pelas demonstrações muitas vezes sangrentas.

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Alguns dos primeiros filmes a falar sobre a agitação social provocada pelo tsunami japonês e o desastre nuclear em Fukushima no ano passado também farão sua estreia internacional no festival.

O material complementava a tradição política do evento, disse Kosslick. "[Mostrar esses filmes] é um caminho natural para nós, não apenas porque somos um festival político", disse ele a um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros. "Estamos exibindo os filmes a fim de criar uma imagem maior do levante e do despertar... foi natural relacionar esses filmes com nossas outras atividades."

O festival de cinema, que também é chamado de Berlinale, é bem conhecido pelo engajamento no debate político. No ano passado virou uma plataforma de protesto contra a prisão do diretor iraniano Jafar Panahi.

Neste ano, o festival continuará o debate sobre a posição do artista na sociedade, com a estreia internacional de um documentário sobre o artista chinês dissidente Ai Weiwei .

"O papel do artista no mundo, e o papel do poder e da falta de poder também são temas de nossos filmes e das discussões neste ano", disse Kosslick. Mas o Berlinale também tenta casar o sofrimento com o esplendor.

Várias estrelas de Hollywood devem passar pelo tapete vermelho neste ano, e a atriz indicada para o Oscar Meryl Streep será homenageada com um Urso de Ouro pelo conjunto de sua obra em uma exibição de seu último filme, "A Dama de Ferro", no qual ela interpreta a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

Jake Gyllenhaal e Charlotte Gainsbourg estarão juntos no júri internacional do festival, que vai escolher o vencedor do Urso de Ouro, o principal prêmio do evento, entre 17 filmes.

Um dos filmes cotados para o prêmio, "Adeus à Rainha" , com Diane Kruger no papel de Maria Antonieta, vai abrir o festival em 9 de fevereiro em sua estreia mundial.

O Berlinale, que se estende até 19 de fevereiro, é um dos principais festivais de cinema do mundo, ao lado de Cannes (França), Toronto (Canadá), Sundance (Estados Unidos) e Veneza (Itália).

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