"Sacrifice", de Chen Kaige, é novelão chinês

Diretor de "Adeus, Minha Concumbina" conta história de famílias rivais em Berlim

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Divulgação
"Sacrifice", do chinês Chen Kaige, usa trama rocambolesca com ares bíblicos
O diretor chinês Chen Kaige ficou conhecido no Ocidente com “Adeus, Minha Concubina”, Palma de Ouro em Cannes em 1993. Desde então, sua carreira entrou em caminho irregular. Ele apresenta, fora de competição no Festival de Berlim 2011 , o drama de época “Sacrifice”, que evidentemente mira num público mais amplo.

Apesar de se passar na China Imperial, a trama lembra, em alguns momentos, histórias bíblicas como a de Jesus Cristo e Moisés. Depois de aniquilar todos os membros da família Zhao, de quem é arquiinimigo, o guerreiro Tu’an Gu (Wang Xue Qi) manda resgatar todos os bebês do local, pois desconfia que o mais novo herdeiro dos Zhao teria sobrevivido.

Numa trama rocambolesca, o médico Cheng Ying (Ge You) faz o sacrifício do título, entregando seu próprio filho e ficando com o bebê Zhao. Ele cria o menino, faz com que fique próximo de Tu’an Gu, para que depois o garoto faça sua vingança. As coisas poderiam ser bem mais simples, só que aí não haveria filme. “Sacrifice” tem alguns momentos elegantes, mas, no geral, parece um novelão à chinesa.

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