¿Odem¿ engana o espectador e é a bomba do festival

Presença da produção israelense na competição de Berlim é inexplicável

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Divulgação
"Odem", do diretor Jonathan Sagall: psicologia barata
Mediano como está, o Festival de Berlim 2011 parecia ter passado pelo pior. Mas isso foi até a exibição de “Odem”, coprodução Israel-Grã-Bretanha dirigida por Jonathan Sagall. Sua presença na competição é simplesmente inexplicável.

Na trama, a palestina Lara (Clara Khoury) vive numa confortável casa em Londres, com o marido Michael e o filho James. Como ela insiste em narrar, seu casamento caiu no marasmo, e os dois dormem em quartos separados há anos. Uma manhã, aparece ali Inam (Nataly Attiya). Fica evidente a tensão entre as duas. Os motivos surgem em flashbacks que saltam no tempo, desde a chegada de ambas à Inglaterra até a adolescentes em Ramallah, quando começaram um relacionamento além da amizade e passaram por acontecimento marcante envolvendo soldados israelenses. Mas nem tudo é o que parece neste filme.

A questão é que o diretor não tem constrangimento nenhum em ser desonesto com o público, enganando-o diversas vezes sob esse pretexto de que as aparências enganam. Além das pegadinhas, “Odem” usa psicologia barata, de botequim, e uma estrutura melodramática pior do que de muita novela. Mais do que as personagens, quem sofre mesmo é o espectador.

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