Diretores estreantes marcam sessões oficiais do evento, de 10 a 20 de fevereiro

Gerard Butler e Ralph Fiennes, que protagoniza e dirige
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Gerard Butler e Ralph Fiennes, que protagoniza e dirige "Coriolanus", baseado na obra de Shakespeare
Na comparação com o número de filmes que competem pela Palma de Ouro em Cannes e pelo Leão de Ouro em Veneza – 20 e 25, respectivamente –, o Festival de Berlim 2011 parece fácil. Afinal, o vencedor do Urso de Ouro terá de bater apenas outros 15 concorrentes. Mas essa facilidade é só aparente, claro. Afinal, trata-se de um dos três festivais de cinema mais importantes do mundo. A briga pelos troféus da 61ª edição do evento, que acontece entre 10 e 20 de fevereiro, vai ser dura.

Os 16 competidores representam 22 países diferentes, com destaque para a dona da casa, a Alemanha, que aparece nos créditos de oito filmes, e para os Estados Unidos, presentes na produção de quatro. Dentre eles, quatro são dirigidos por estreantes, uma quantidade expressiva num festival desse porte. O ator Ralph Fiennes, também conhecido como Voldemort, faz uma versão contemporânea de "Coriolanus", originalmente passada no Império Romano e escrita por William Shakespeare no século 17. O americano JC Chandor debuta com um elenco de peso, formado por Kevin Spacey, Jeremy Irons, Demi Moore, Paul Bettany e Zach Quinto, em "Margin Call", um thriller sobre a crise econômica de 2008.

A norte-americana Victoria Mahoney apresenta seu primeiro longa, "Yelling to the Sky", com Zoë Kravitz, filha de Lenny, e Gabourey Sidibe, indicada ao Oscar no ano passado por sua atuação em "Preciosa". A argentina Paula Markovitch, criada no México, completa o time com "El Prémio". A competição deste ano conta com um número razoável de cineastas do sexo feminino. Além de Victoria e Paula, também disputa o Urso de Ouro a americana Miranda July, com "The Future" – ela venceu em 2005 a Caméra D’Or, dedicado aos estreantes no Festival de Cannes, com "Eu, Você e Todos Nós".

Zoë Kravitz, filha do astro de rock, no filme
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Zoë Kravitz, filha do astro de rock, no filme "Yelling to the Sky"
Alguns outros diretores não estão estreando, mas quase. O turco Seyfi Teoman exibe seu segundo filme, "Our Grand Despair". Também é o caso de Jonathan Segall, que nasceu no Canadá, mas foi criado em Israel, e apresenta "Odem". O americano Joshua Marston, de "Maria, Cheia de Graça", agora volta-se para o drama dos albaneses em "The Forgiveness of Blood". O argentino Rodrigo Moreno, de "El Custodio", retorna com seu trabalho número dois, "Un Mundo Misterioso". O russo Alexander Midadze apresenta "V Subbotu", seu segundo filme como diretor – ele também é autor de peças. Já o alemão Ulrich Köhler mostra sua terceira obra, "Schlafkrankheit".

Mas a disputa também tem alguns veteranos, como o húngaro cult Béla Tarr, com "The Turin Horse", e o animador francês Michel Ocelot ("Kiriku e a Feiticeira"), com seu quinto longa, o desenho em 3D "Les Contes de la Nuit". O iraniano Ashghar Farhadi, de "Procurando Elly" vem com "Jodaeiye Nader az Simin", enquanto o sul-coreano Lee Yoon-ki apresenta "Saranghanda, Saranghaji Anneunda". Coincidentemente, ambos falam de relacionamentos desfeitos. O alemão Andres Veiel exibe "Wer Wenn Nicht Wir".

O júri é presidido pela atriz Isabella Rossellini e composto pelo produtor australiano Jan Chapman, pela atriz alemã Nina Hoss, pelo astro de Bollywood Aamir Khan, pelo cineasta canadense Guy Maddin e pela figurinista Sandy Powell.

Na sessão oficial, mas fora de competição, há dois documentários em 3D dos dois nomes mais importantes do cinema alemão – Wim Wenders com "Pina" e Werner Herzog com "Cave of Forgotten Dreams". O thriller "Desconhecido", estrelado por Liam Neeson e Diane Kruger e rodado na capital alemã, também está entre as atrações. "Bravura Indômita", dos irmãos Ethan e Joel Coen, abre o Festival de Berlim no dia 10, sem concorrer aos troféus.

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