"Les Adieux à la Reine" traz Maria Antonieta lésbica

Filme de abertura do festival flagra bastidores da corte às vésperas da Revolução Francesa

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Começou mal a competição do Festival de Berlim 2012 . “Les Adieux à la Reine”, de Benoît Jacquot, o filme de abertura, é mais uma história da Revolução Francesa contada a partir do Palácio de Versalhes, só que, desta vez, sob o ponto de vista de uma criada próxima da rainha Maria Antonieta (Diane Kruger) – tanto que ela lhe confessa o amor por uma dama da corte (Virginie Ledoyen).

Sidonie Laborde (Léa Seydoux) é encarregada de ler para Maria Antonieta, o que faz com mais devoção que o necessário. Mas, nos dias ao redor da Queda da Bastilha, à medida que os rebeldes se aproximam da família real, sua lealdade será colocada à prova algumas vezes pela caprichosa rainha.

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O subtexto de romance entre mulheres perpassa todo o longa, sem maiores palpitações. O diretor confunde modernidade com uma câmera na mão de zooms propositadamente desajeitados que surtem efeito zero, a não ser dar algum enjoo. Não funciona nem como mergulho naquele universo, pois observa tudo de fora, à maneira de uma peça de museu bem empoeirada.

É incrível como o cinema francês tem feito produções de época emboloradas, mesmo que o tema da revolta popular e dos mais pobres esteja absolutamente na ordem do dia. “Les Adieux à la Reine”, no entanto, não tem fôlego para chegar aos dias atuais.

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