¿Gostei de irritar os políticos¿, diz José Padilha em Berlim

Em entrevista à imprensa internacional, cineasta voltou a negar que fará um "Tropa de Elite 3"

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

AP
Wagner Moura, Maria Ribeiro e José Padilha em Berlim
Após duas exibições de “Tropa de Elite 2” no Festival de Berlim, onde participa da mostra Panorama, o diretor José Padilha e os atores Wagner Moura e Maria Ribeiro conversaram com a imprensa internacional. O iG participou de mesas-redondas com jornalistas da Grécia, da Noruega, de Portugal, da Inglaterra, da Bélgica e da Áustria.

Um dos repórteres quis saber se o diretor nunca sentiu-se ameaçado, por fazer críticas à polícia e a políticos. “Não, acho que não tem perigo. A gente enfrentou alguns problemas nas filmagens, por conta das locações. Mas foi só isso”, disse o diretor. Wagner Moura explicou que, com o sucesso do filme, que levou mais de 11 milhões de brasileiros aos cinemas, “os políticos não teriam coragem de falar mal”.

Padilha negou novamente que vá fazer “Tropa de Elite 3”. “Já disse o que queria sobre a polícia. Há mais coisas sobre corrupção que eu gostaria de dizer”, afirmou. “Eu gostei de irritar os políticos. Acho que vou por aí”, disse, divertido.

Indagado se gostaria de fazer um filme internacional, contou ter escrito um roteiro para a Plan B, produtora de Brad Pitt, e que vai a Los Angeles conversar sobre um projeto grande. “Mas vou olhar com certa desconfiança. Quanto maior o orçamento, menor o controle. Eu faria um filme que eu tenha vontade de fazer. Não digo que não farei uma grande produção, mas, se topar, vou com medo.”

O cineasta também explicou, para jornalistas incrédulos, que várias das situações do longa-metragem de fato são baseadas na realidade, inclusive o apresentador de televisão que virou deputado. “Ele existe! Não vou citar nomes, mas ele existe”, disse.

Maria Ribeiro contou que alguns se reconheceram, mas ficaram dizendo “que não eram eles”. Pouco depois, Wagner Moura respondeu com um longo e sonoro “não” a um jornalista que perguntou se todas as questões de corrupção tinham sido abordadas pelo filme. “Como disse Tom Jobim, um importante compositor brasileiro: ‘O Brasil não é para principiantes’.”

Veja abaixo como "Tropa de Elite 2" foi recebido em Berlim:

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