Festival de Berlim: 'Gnade' não tem razão de existir

Filme tenta discutir se é possível perdoar e ser perdoado

Mariane Morisawa, envidada especial a Berlim |

Há coisa pior do que filme sem razão de existir? Blockbusters têm a missão de divertir, produções apresentadas em festivais pretendem fazer avançar a arte. Mas “Gnade” (“perdão”, na tradução literal), do alemão Matthias Glasner, exibido em sessão oficial na noite da quinta-feira (16), dentro da competição do Festival de Berlim 2012 , não é nem uma coisa nem outra.

Divulgação
Cena de 'Gnade'

A família alemã formada por Niels (Jürgen Vogel), Maria (Birgit Minichmayr) e Markus (Henry Stange) muda-se para uma remota cidade da Noruega, que passa dois meses por ano no completo escuro.

Essa paisagem dominada pela noite e pela neve abriga essa família que não está funcionando direito – Niels arruma de cara uma amante, e Markus faz coisas que não deveria.

Uma noite, voltando do hospital onde cuida de doentes terminais, Maria atropela algo ou alguém e, aterrorizada, não para. No dia seguinte, descobre que matou uma adolescente de 16 anos. A partir daí, o casal resolve esconder o fato, mas a culpa paira o tempo inteiro.

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Como diz o título, “Gnade” supostamente discutiria se é possível perdoar e ser perdoado. Mas leva 132 longos e pouco interessantes minutos para chegar finalmente a esse ponto, tratado de forma frouxa como os personagens, os diálogos e a paisagem. Uma pura perda de tempo.

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