¿Estamos ansiosos pela recepção em Berlim¿, afirma Wagner Moura

Ator e o cineasta José Padilha apresentam ¿Tropa de Elite 2¿ no festival

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

AP
Wagner Moura, Maria Ribeiro e o diretor José Padilha posam para a imprensa na capital alemã
A coletiva de imprensa de “Tropa de Elite 2”, que teve sua sessão de imprensa na manhã desta sexta-feira (11) no Festival de Berlim 2011 , contou com a presença de poucos jornalistas – uma boa parte brasileiros. Explica-se: a exibição aconteceu exatamente no mesmo horário da sessão de imprensa do primeiro filme em competição, “Margin Call” . Portanto, boa parte da mídia não tinha visto o filme.

O diretor José Padilha – usando um gorrinho, como já virou sua marca registrada em Berlim – e os atores Wagner Moura e Maria Ribeiro compareceram à entrevista. Vencedor do Urso de Ouro em 2008 com o primeiro “Tropa”, Padilha disse que é incrível estar de volta a Berlim. “Tenho uma história de amor com esse festival, o que vier de Berlim está ótimo. Para mim é o melhor festival. Ter os dois filmes exibidos aqui é fantástico, estou ansioso para saber o que as pessoas vão dizer.”

Wagner Moura reiterou seu orgulho de ambos os longas. “É difícil fazer um filme político com bilheteria tão grande. É isso o que faz de José um diretor especial. Estamos ansiosos para saber o que as pessoas vão achar do filme aqui, porque é um assunto que interessa muito no Brasil.”

Um jornalista perguntou quanto do que acontece em “Tropa de Elite 2” é verdade. “Eu normalmente digo que não tenho imaginação, porque tudo o que acontece nos meus filmes acontece de verdade. Infelizmente o que você vê é verdade”, afirmou Padilha. O diretor também respondeu se o governo Lula teria falhado em combater a corrupção. “O Brasil é um país muito grande e há muitas questões para lidar, econômicas, sociais, poucas pessoas têm muito dinheiro, muitos têm pouco. Para ser direto, ele falhou em corrupção e foi bem-sucedido em questões econômicas e por isso foi capaz de eleger sua candidata.”

Mais tarde, quando indagado sobre a ausência do cineasta iraniano Jafar Panahi , Padilha criticou a posição do governo Lula quanto a Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã. “É uma vergonha o apoio do governo Lula ao Ahmadinejad. Ainda bem que a nova presidenta rompeu com isso”, disse.

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