Concorrente húngaro filma vida de ciganos

"Csak a Szél" mostra dificuldades de família na Hungria e, sem nada impactante, aborrece

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Concorrente húngaro da competição do Festival de Berlim 2012 , "Csak a Szél" ("apenas o vento", na tradução literal), de Bence Fliegauf, exibido na manhã desta quinta-feira (16) aos jornalistas, começa desnecessariamente dizendo que, apesar de ter acontecido uma onda de assassinatos contra ciganos na Hungria nos últimos tempos, o filme não é um
documentário sobre o assunto.

Numa pegada realista, mais uma vez derivada do cinema dos irmãos Dardenne , o diretor acompanha uma família de ciganos, vizinha de outra família atacada. Muito pobres, eles lutam como podem para sobreviver e, quem sabe no futuro, ter uma vida melhor.

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A adolescente vai para a escola, onde não parece ter amigos. O irmão mais novo vaga pela mata e forma um esconderijo. A mãe faz faxina e está devendo para os mafiosos locais, ao mesmo tempo em que pensa em juntar-se ao marido no Canadá. Não tem nomes, vivem isolados.

O diretor não se preocupa em dar-lhes uma cara própria, é como se estivessem representando todos os ciganos condenados à pobreza e ao preconceito. Sem personagens fortes, ação ou imagens mais impactantes, o filme acaba sendo apenas aborrecido.

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