Com "L'Enfant d’en Haut", Ursula Meier faz drama a la Dardenne

Segundo longa da diretora francesa segue dois irmãos em história com conotação social

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

A família está no centro de “L’Enfant d’en Haut”, segundo longa da francesa Ursula Meier, exibido na manhã desta segunda-feira (13) na competição do Festival de Berlim 2012 , que chega à sua metade.

Divulgação
Kacey Mottet Klein e Léa Seydoux em "L’Enfant D’en Haut"
Simon (Kacey Mottet Klein, ótimo) vive com a irmã Louise (Léa Seydoux, de "Les Adieux à la Reine" ), desempregada, numa cidade industrial na base de uma grande estação de esqui. Todos os dias, ele sobe a montanha para roubar apetrechos como óculos, luvas, esquis para vender para os garotos da vizinhança por preços mais camaradas.

Quase é pego diversas vezes, inclusive por um britânico que pergunta que DVDs e videogames o menino vai comprar, para ouvir como resposta que o dinheiro vai para o leite e o papel higiênico.

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Louise não ajuda em nada, pelo contrário, só pega o que Simon lhe dá, sai com namorados diversos e não se mexe muito para encontrar emprego. O garoto está desesperado por um pouco de afeto, que não encontra na irmã. A tensão entre os dois vai crescendo, até que um segredo é revelado.

O filme de Meier tem uma pegada a la irmãos Dardenne, de conotações sociais em âmbito familiar, com uma desesperança claustrofóbica na situação, para a qual não parece existir saída. Mas a diretora não tem o mesmo vigor nem o mesmo rigor estético de seus inspiradores. Como a maior parte dos filmes até agora, é bom, mas não extraordinário.

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